Atribuir vinda da Azul a Mossoró à Rosalba é falta de bom senso

Foto: Arquivo/MH
10 Jan
18:10 2017
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Da redação
Se tem uma coisa que a assessoria da Prefeitura de Mossoró tem conseguido fazer nesses primeiros dias de gestão é enaltecer a figura da excelentíssima senhora doutora Rosalba Ciarlini Rosado. Dane-se o princípio da impessoalidade. Afinal, manda quem pode, obedece quem tem juízo, não é mesmo?

Mas bem, vamos ao mais novo “feito” da prefeita de Mossoró, publicizado pela sua eficiente assessoria: em uma conversa de aproximadamente uma hora (talvez um pouco mais, talvez um pouco menos) com o assessor da presidência da Azul, Ronaldo Veras, Rosalba conseguiu o que o ex-prefeito Francisco José Júnior e o governador Robinson Faria pleiteavam desde 2015: a vinda da companhia aérea para a cidade.

Isso mesmo! Foi necessária apenas uma conversa para que a Azul decidisse iniciar suas operações em Mossoró. Pelo menos é isso que subentende-se do texto enviado pela assessoria da prefeita. Mas não é honesto. Sejamos justos. Rosalba durante os quatro anos enquanto governadora teve a oportunidade de realizar reparos ou até mesmo uma grande reforma no Aeroporto Dix-sept Rosado, o que facilitaria a retomada de voos na cidade, mas não o fez.
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Se hoje a Azul anuncia o início de sua operação no município, é graças ao trabalho do governador Robinson Faria, que foi insistentemente cobrado pelo ex-prefeito Francisco José Júnior para que Mossoró voltasse a ter voos comerciais. O MOSSORÓ HOJE acompanhou esse processo. Relembre AQUI, AQUI e AQUI.

Não faltará espaço para elogios à Rosalba Ciarlini na imprensa mossoroense quando suas ações efetivamente estiveram trazendo benefícios para o município. Enquanto isso, é preciso dar a César o que é de César. Mossoró não vive mais na década de 1980. Os tempos são outros, prefeita.
 

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