Rosalba dispensou licitação para contratar bandas e não faz o mesmo para fazer cirurgias

20 Ago
10:56 2017
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Da redação
A prefeita Rosalba e seus auxiliares dispensaram licitação para contratar várias bandas para tocar no Mossoró Cidade Junina por valores que foi até R$ 250 mil. Pagou este cachê com antecedência de até 6 dias, como foi o caso de Xandy, da Banda Aviões do Forró.
 
Ao final a festa pública, gastou mais de R$ 3 milhões e ainda não pagou a todos os prestadores de serviços, como o empresário que montou a estrutura do Chuva de Bala e da Cidadela. Ainda deve também pelos serviços de hospedagem dos policiais que vieram de outras cidades.
 
Lembrando que o MCJ aconteceu no mês de junho, quando ela já havia suspendido a realização das cirurgias eletivas há pelo menos 5 meses. Talvez o dinheiro que deveria ser para cirurgias eletivas foi drenado para estes contratos com dispensa de licitação.
 
Agora, que se consolidou Termo Contrato Entre Públicos com o Estado, no valor de R$ 11 milhões, para fazer todas as cirurgias eletivas em Mossoró, a prefeita Rosalba Ciarlini vai fazer chamada pública para contratar os hospitais no dia 12 de setembro.
 
Este processo pode demorar até 3 meses. Ou seja, as cirurgias eletivas que nunca deveriam ter sido suspensas, só serão retomadas no próximo ano.  Porque não dispensa licitação na contratação destes hospitais para fazer estas cirurgias emergenciais?
 
Será que existe alguma desculpa quanto ao hospital: o Hospital Maternidade Almeida Castro está mais do que habilitado para fazer as eletivas de ginecologia. O Hospital Wilson Rosado para fazer as cirurgias ortopédicas. A Liga para fazer as cirurgias oncológicas.
 
Ou seja, assim como as bandas, os hospitais também tem atuação específica e quanto a necessidade extrema, não convêm nem comentar, tamanho é a necessidade em centenas, talvez na casa das 3 mil pessoas aguardando estas cirurgias eletivas em Mossoró.
 
Quem vai pagar pelas sequelas que estão ficando nestas pessoas que precisam de cirurgias eletivas nos ossos. Segundo o ortopedista Manoel Fernandes, estes membros fatalmente vão ficar tortos. Dentro do HRTM, existe mais de 50 pessoas aguardando há meses.

Com esta suspensão absurda para fazer cirurgias eletivas, o HRTM fica lotado, com todas as camas e macas ocupadas, termina por travar também o serviço importantíssimo do SAMU, que fica com as suas macas presas com pacientes na unidade.

O acúmulo de pacientes, servidores em número reduzido para atender a demanda, resulta em disseminação de bactérias ultraressistentes entre os pacientes. Alguns não vão sobreviver e outros vão ficar com sequelas para sempre. Conheço um PM que já está.

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