Absurdo seria Laíre não estivesse sido preso por roubar tantos milhões da saúde

24 Mar
14:27 2018
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Da redação
A prisão de Laire Rosado Filho, de 72 anos, determinada pela Justiça Federal, num processo por desvios de R$ 110 milhões da saúde, não é desnecessária ou absurda, como propagam.

O caso em questão não se trata de um roubo simples. São milhões e na casa de dezenas, de forma reiterada ao longo de décadas, desde a época que o referido réu foi preso no INSS.

Roubar o dinheiro da saúde não é igual a subtrair uma lata de leite num supermercado para alimentar filhos em casa. São roubos que roubam a chance de vida de pessoas humildes.

Roubos que Laire responde tiveram como consequência, por exemplo, a morte da senhora da Serra do Mel, quando foi ter seu sétimo filho na então Casa de Saude Dix Sept Rosado.

A senhora da Serra do Mel morreu na maternidade porque os recursos da UTI que deveria existir haviam sido desviados pelo simpático sr. da foto, aliados políticos e familiares.

Roubos que tiveram como consequência a morte de dezenas de bebes que nasceram prematuros e com baixo peso porque os recursos que vinham para manter a UTI Neonatal, o berçário, o canguru, setores essenciais a vida numa maternidade, foram desviados para comprar votos e "apoios" nas campanhas políticas deste sr. familiares e aliados.

E, ainda, não se trata de um roubo simples porque quem os praticou era médico, ciente do que poderia ocasionar a vida das pessoas, e também por ele ser bacharel em direito, ex-deputado federal constitucionalista, ou seja, totalmente ciente da punição aos crimes praticados.

Absurdo é se descobrir, com tantos documentos, o roubo de R$ 110 milhões da saúde, e os responsáveis estarem em liberdade, como Laire Rosado estava. Pior, desviando mais somas milionárias da saúde, junto com familiares e aliados políticos.

A prisão de Laire não pode ser considerada desnecessária e absurda!

O ex deputado federal foi preso pelo roubo descoberto na Operação Sanguessugas, que somam R$ 110 milhões, mas poderia ter sido preso por ser reincidente no mesmo roubo, da mesma fonte, nos anos subsequente.

 

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