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MP pede que seja proibida utilização de viatura ou PMs de Nísia Floresta em residência do governador

Foto: Assessoria
27 Dez
12:33 2016
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Da redação
A promotora de Justiça da Comarca de Nísia Floresta, Danielli Christine de Oliveira, encaminhou, no dia 15 de dezembro, ofício ao comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar de Parnamirim, tenente coronel Dimas Vicente, requisitando que fosse proibida a utilização de viaturas ou PMs de Nísia Floresta para escoltar/vigiar/fazer ponto base na residência do governador Robinson Faria em Parnamirim.

O documento leva em consideração notícias veiculadas na época, apontando que o chefe do Executivo estadual teria à disposição uma viatura 24h fazendo patrulhamento em frente ao seu condomínio localizado na praia de Pirangi. O assunto causou polêmica e a viatura foi retirada do local por determinação do subcomandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Carlos Eduardo Leão de Medeiros Costa.

Carlos Eduardo, que havia assumido interinamente o comando do batalhão em razão de férias do titular, tomou a decisão em resposta a um questionamento do promotor David Costa Benevides, que em ofício perguntou se existia algum documento formal determinando que fosse disponibilizada uma viatura 24 por dia em frente ao condomínio, localizado na praia de Pirangi.

O subcomandante explicou que não encontrou qualquer motivação para que a viatura ficasse em frente ao local onde o governador reside.  Ele constatou que das quatro viaturas que atendem ao povo de Parnamirim, uma está disponibilizada ao governador.

 “De imediato reuni os oficiais e pedi o documento formal, ordem de serviço, que amparasse aquela escala. Porém, não existia, apenas fui informado eram ordens superiores que estavam sendo cumpridas pelo CMT do Batalhão”, frisou Carlos Eduardo.

A promotora Danielli Christine de Oliveira destaca no ofício enviado ao comando da Batalhão da PM de Parnamirim que o governador Robinson já possui guarda pessoal, e que a presença ostensiva da Polícia Militar em Nísia Floresta é cada vez mais necessária, sobretudo em virtude do aumento do número de homicídios e roubos na região.
 

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