MOSSORÓ

Questionada sobre recursos da repatriação, Prefeitura de Mossoró diz que está "colhendo dados"

Foto: Arquivo/MH
09 Jan
17:39 2017
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Da redação
Por meio da sua assessoria, a Prefeitura Municipal de Mossoró informou que os dados financeiros referentes aos recursos deixados em caixa pelo ex-prefeito Francisco José Júnior ainda estão sendo “colhidos”. A resposta veio após questionamento sobre os R$ 4 milhões recebidos pela administração no dia 30 de dezembro do ano passado, oriundos do Programa de Repatriação do Governo Federal.

“Os dados ainda estão sendo colhidos. Como não houve transição, os secretários estão verificando todos esses dados para poder ter essas respostas, inclusive sobre data de pagamento dos servidores”, informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Mossoró.

Tão logo houve a confirmação do repasse dos recursos das multas da Repatriação, o então prefeito Francisco José Júnior anunciou que esse dinheiro teria como finalidade o pagamento em aberto dos servidores terceirizados.

No entanto, como no dia 30 não houve expediente bancário, a expectativa era de que a prefeita Rosalba Ciarlini desse sequência ao processo de pagamento após assumir a administração municipal.

Passados nove dias de sua posse, a gestora ainda não pagou os profissionais, que cobram uma resposta do Poder Executivo municipal. É o caso de Mayara Karla, que enfrenta, além das dificuldades comuns decorrentes do atraso salarial, um outro grave problema: sua licença-maternidade não foi concedida, uma vez que, conforme alegado pela empresa, não há como conceder o benefício enquanto as contribuições da servidora junto ao INSS não forem regularizadas.

“Os salários dos funcionários terceirizados estão atrasados há três meses, mas além dos salários atrasados é importante também mencionar que nossas contribuições de impostos, como por exemplo o INSS, que por sinal é dever da empresa contribuir já que estas vem descontado do nosso salário, também estão atrasadas. Aproximadamente no final do mês de novembro do ano passado fui até a empresa com o meu atestado médico para dar entrada na minha licença maternidade, pois estava gestante, porém não pude da entrada, porque, segundo a secretária da empresa, não seria pois minhas contribuições não estavam em dia”, relata Mayara.

A funcionária acrescenta que sua bebê já completou um mês e ela continua sem receber a licença. “Isso devido ao fato da empresa não estar recebendo para contribuir com os impostos. Estou sem direito à minha licença com uma criança pequena em casa, tendo aluguel pra pagar e mesmo com minhas contribuições como funcionária que prestei meu serviço duramente, não sou vista pelos nossos representantes com os mesmos olhos", lamentou.

"A gente levanta cedo todo dia pra ir trabalhar como pessoas dignas, mesmo sendo um trabalho cansativo de segunda a sexta, pra ver se no começo do mês vamos ter ao menos o que colocar na mesa para nossos filhos, mas entra mês, sai mês, e o reconhecimento pelo serviço prestado que é bom nada.  Nada de dinheiro pra quem de verdade trabalhou", conclui Mayara.
 

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