POLÍCIA

'Enquanto a justiça prende policiais, os criminosos estão à solta', diz Apram em nota

10 Jan
10:24 2017
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Da redação
A Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e região emitiu nota nesta terça-feira, 10, lamentando a prisão de mais dois policiais militares por suspeita de envolvimento em crimes de extermínio em Mossoró.

Os soldados Erasmo Fredson Moreira Silva e Marcos Suel Pereira da Silva receberam voz de prisão nesta segunda-feira (9), dentro do 2ª Batalhão de Polícia Militar, atendendo a ordem judicial de prisão preventiva.

Em nota, a Apram afirmou que os dois PMs presos são profissionais honrados e que com a prisão de ambos a sociedade toda perde, principalmente porque Mossoró registra números recordes de violência.

“Percebemos que quem mais perdeu com tudo isso foi a sociedade mossoroense que já convive com grave escassez de contingente policial”, relata. 

Para a associação, os dois policiais realizaram relevantes serviços à população como apreensões de armas, entorpecentes e prisão de criminosos e ambos possuem fichas disciplinares irreparáveis, sem nenhuma punição e que não merecem passar pela presente situação.

“Mesmo após seis meses do início dessa operação esses policiais vinham prestando serviços à comunidade, cumprindo escalas de serviço e trabalhando diuturnamente na operacionalidade no combate ao crime na cidade”, declarou a Apram. 

A Associação justiça que "enquanto a justifica prende policiais, os criminosos estão à solta, e esses homens honrados que deram a vida pela sociedade estão sendo agora penalizados, com direito à liberdade cerceado e sem poder servir à população".  

“A APRAM entende ser desnecessária a prisão desses bravos milicianos e que o setor jurídico vem trabalhando para revogar todas as prisões”, conclui. 

As prisões dos soldados, efetivadas nesta segunda-feira, 9, em Mossoró, fazem parte da 2ª fase da Operação Intocáveis, que também prendeu PMs no ano passado na cidade. 

Os dois policiais estão recolhidos na cela do batalhão a aguardando a próxima decisão. Os motivos que justificam as decisões dos juízes decretando a preventiva dos policiais não foram explicados. Os processo corre em segredo de Justiça.

Os PMs foram indiciados por patircipações na chacina, ocorrido em julho de 2015, em Tibau e outras execuções em Mossoró. 

NOTA SOBRE A PRISÃO DE POLICIAIS MILITARES DO 2ºBPM EM MOSSORÓ

Diante da prisão de dois policiais militares ocorrida ontem por força de mandado de prisão na sede do 2ºBPM e a consequente divulgação do fato, inclusive com seus nomes explorados na mídia e redes sociais, a Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região vem a público informar à sociedade o que segue.

Que os dois policiais militares presos se tratam de profissionais honrados que Mossoró perdeu temporariamente, inclusive um deles se encontrava de serviço atendendo ocorrência por ocasião da prisão, tendo minutos antes recuperado um veículo roubado no centro da cidade.

Ao longo de suas trajetórias na corporação, sempre participaram das ações no policiamento ostensivo, produziram relevantes serviços à população logrando êxito em várias apreensões de armas, entorpecentes e prisão de criminosos. Ambos possuem fichas disciplinares irreparáveis, sem nenhuma punição e que não merecem passar pela presente situação. 

Mesmo após seis meses do início dessa operação esses policiais vinham prestando serviços à comunidade, cumprindo escalas de serviço e trabalhando diuturnamente na operacionalidade no combate ao crime na cidade. Além disso, possuem residência fixa e que não ensejaria motivação para prender tais profissionais da segurança pública. 

Quando observamos as estatísticas crescentes da violência e o recorde histórico do número de homicídios que revelam ser Mossoró uma das cidades mais violentas do país, com números análogos a uma guerra civil e com forte tendência a piorar, percebemos que quem mais perdeu com tudo isso foi a sociedade mossoroense que já convive com grave escassez de contingente policial.  

Enfim, enquanto a justiça prende policiais, os criminosos estão à solta, e esses homens honrados que deram a vida pela sociedade estão sendo agora penalizados, com direito à liberdade cerceado e sem poder servir à população. Logo, a APRAM entende ser desnecessária a prisão desses bravos milicianos e que o setor jurídico vem trabalhando para revogar todas as prisões. 

Mosssoró/RN, 10 de Janeiro de 2017
Assessoria de Imprensa APRAM

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