POLÍCIA

"Estava pedindo a prisão dele", diz delegado ao saber da identificação da vítima

09 Mar
20:09 2017
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Da redação
O preso de Justiça Luis Carlos de Sousa Moreira, o Carlinhos de Luizinho, foi executado com tiro de 12 no final da tarde desta quinta-feira, 9, na localidade de Bico Torto, perto da zona rural da cidade de Apodi. “Estava pedindo a prisão dele”, diz o delegado Renato Oliveira, confirmando a ocorrência e a identificação da vítima.

O delegado Renato Oliveira estava se referindo ao fato de que Carlinhos de Luizinho é responsável por vários homicídios e tentativas de homicídios. Inclusive, ele foi preso em 2013 por ter matado Edicleide Batista de Lima e o irmão dele, Edjanilson de Lima Batista saiu ferido.

O caso foi investigado e Luizinho e o comparsa Francisco Antônio Alana Menezes foram presos. Um terceiro elemento também participou deste crime e fugiu para o Estado do Mato Grosso.

Carlinhos de Luzinho passou pouco tempo preso, em regime fechado. Passou para o regime semi-aberto, ficando assinando um livro no CDP de Apodi. E, conforme os registros policiais, não demorou muito a voltar a atuar, novamente matando. Desta vez, por encomenda.

No dia 23 de dezembro de 2013, ele teria matado Antônio Wacson de Lima Miranda, de 23 anos. Neste caso, a Polícia desconfia que Carlinhos de Luizinho teria matado o jovem Antônio Wacson a mando de um preso, pois esta vítima estava tendo um caso amoroso com a mulher deste preso.

Como este caso não teria sido totalmente esclarecido, Carlinhos de Luizinho continuo no mundo do crime. Há poucos dias ele teria matado preso de justiça Jakson Rairon da Costa, o Pirata, de 22 anos (foto à esquerda), foi baleado e, antes de morrer, informou ao delegado Renato Oliveira que havia sido baleado por Carlinhos de Luizinho.

“Estava pedindo a prisão preventiva dele”, confirma o delegado Renato Oliveira, que investiga o homicídio onde Pirata foi vítima no dia 17 de fevereiro passado. Sobre a execução de Carlinhos de Luizinho, o delegado Renato Oliveira já adiantou que é um caso difícil de se investigar, pois ele tem muitos inimigos e todos potencialmente perigosos.

Oliveira não descarta, inclusive, a morte de Carlinhos de Luizinho ter relação com confronto entre facções criminosas que surgiram nos presídios do Rio Grande do Norte nos últimos seis anos.

O Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) foi acionado para periciar o local e remover o corpo para exames. O trabalho de perícia está sendo acompanhado pelos agentes civis da Delegacia de Apodi. O delegado Renato Oliveira tem prazo inicial de 30 dias para concluir as investigações e apontar suspeitos, se existir, deste crime.

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