POLÍCIA

Assassino do PM Cabo Pessoa diz que deputado do Pará pagaria seu advogado; veja VÍDEO

Foto: Reprodução/PC
10 Mar
10:29 2017
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Da redação
O autor dos disparos que vitimaram o PM Cabo Pessoa, Edivaldo Moura Nascimento Neto, confessou o crime após ser preso e disse que estava esperando ajuda de um deputado, juntamente com seu tio, que trabalha na Câmara Municipal em Belém do Pará , para supostamente se entregar à polícia. 

Edivaldo disse que o assalto não foi combinado. Ele, que é do Estado do Pará, veio para o Rio Grande do Norte sem intenção de praticar crimes. Mas, foi "convidado" pelo Thiago Souza Vilarinho, que fugiu de Alcaçuz durante a rebelião em janeiro deste ano, para um assalto a uma joalheria no Partage Norte Shopping, em Natal. 

O lutador de Muay thai, Edivaldo, disse que não queria matar ninguém, apenas assaltar a loja. Disse que após saber que a vítima dos disparos foi a óbito ele pensou em se entregar. Até se converteu na igreja evangélica que a família frequenta. 

"Quando cheguei na minha terra e descobri que a vítima tinha ido à óbito estava pensando em me entregar, e estava pensando como fazer, mas aí a polícia conseguiu me pegar. É porque no momento em que voltei para Belém do Pará, minha família é toda evangélica, e acabei voltando para a igreja novamente, e essa vida na igreja permite que a gente fale a verdade, e é por isso, que eu estou aqui falando a verdade", relatou em vídeo. 

Segundo o lutador, ele estava esperando o momento certo para se entregar, com a ajuda do seu tio, que iria contar com o apoio de um deputado e um advogado. 

"Tinha que ter uma maneira certa de me entregar [...] porque em Belém do Pará é diferente daqui, é complicado, meu tio disse que estava só esperando o deputado chegar com o advogado para a gente ver como iamos fazer", disse ele. 

Veja VÍDEO



Juntamente com Edivaldo e Thiago, também foi preso o mossoroense Jesus Alison Cavalcante Pereira, de 26 anos, também foragido de Alcaçuz. Ele disse à polícia que fugiu da penitenciária "naquele dia que estava tendo a matança lá". 

O mossoroense dirigiu o carro para Thiago e Edivaldo. Disse que não sabia o que iria acontecer exatamente. 

"Me pediram para dirigir um carro e depois fui para casa, só disseram 'Meu fi, deu merda', o do Pará.  Ele disse assim 'deu merda, atiramos num  homem'. A gente num sabia que era polícia não, só quando vimos na televisão", relatou. 

O foragido disse que esperava ser preso porque "quando a pessoa tá envolvido com esse tipo de coisa sabe que algum dia vai ser preso ou morrer". 

Jesus Alison e Thiago foram presos em São Gonçalo do Amarante. Edivaldo foi preso em Belém do Pará, em ação conjunta da Polícia do Rio Grande do Norte e do Pará. Com eles foi apreendida a arma do policial militar. 

Cabo Pessoa foi assassinado com três tiros na cabeça. Ele estava à paisana passeando pelo shopping, pois estava de folga. Ao perceber a ação dos assaltantes na joalheria, ele se aproximou, entrou na loja e reagiu a ação do assaltante, sendo baleado na porta da loja. Mesmo sendo socorrido, não resistiu. 

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