POLÍCIA

Rio Grande do Norte soma 6 ataques a carros-fortes em 2017, informa SindForte-RN

Foto: Reprodução
15 Jul
17:31 2017
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Da redação
O Rio Grande do Norte registrou ao longo de 2017, 16 atentados contra a segurança privada. Dessas 16 ocorrências, 6 foram contra carro-forte, semelhante a que vitimou a jovem Micaela Ferreira (foto à dir.), que morreu em uma troca de tiros entre seguranças e bandidos essa semana em um shopping de Natal. Os dados são do Sindicato Estadual de Transporte de Valores (SindForte-RN). 

Só este ano aconteceram dois ataques a carro-forte na região de Mossoró. Uma delas aconteceu em 17 de fevereiro, na BR-405, entre Apodi e Mossoró. Na ação, um vigilante ficou ferido pelos bandidos. Os bandidos não levaram dinheiro porque o carro estava vazio. Os vigilantes tinham levado o dinheiro para Pau dos Ferros, no Alto Oeste, e já retornavam para Mossoró. O carro era da empresa Prosegur. 

Outro ataque a carro-forte registrado na região foi em Cacimba-Funda, propriedade da cidade de Aracati, quatro dias depois do ataque na BR-405. O carro-forte da empresa Valores Brinks vinha pela BR-304, na divisa Ceará e RN, quando foi atacado por bandidos. Houve troca de tiros entre policiais, bandidos e seguranças. Os criminosos conseguiram explodir o carro e levar os malotes de dinheiro.

O Sindicato emitiu nota neste sábado, 15, lamentando o acontecido e se solidarizando com a família de Micaela Ferreira. 

"Na verdade a popução do Rio Grande do Norte está sendo alvo descaso do Governo em relação a segurança pública, que tem bons profissionais, mas não tem condições de fazer uma prevenção contra a criminalidade", diz a nota. 

Ainda conforme o SindiForte-RN, no ano de 2016, foram 74 ataques às instituições de serança privada, sendo 2 com carro-forte. Em 2015, o número chegou a 84 ataques, nenhum registro contra carro-forte.

Na nota, o Sindicato orienta que quando a guarnição de Transporte de Valores estiver em um local fazendo coleta ou entrega, ou até mesmo abastecendo caixas eletrônicos, as pessoas devem ficar longe. 

"Não é nossa intenção que ocorra algum sinistro com a população, porém o profissional de Transporte de Valores precisa fazer o seu trabalho", finalizou a nota. 

Veja NOTA na íntegra: 

O SINDFORTE/RN, vem lamentar os fatos ocorridos com as guarnições de Transporte de Valores do Estado do Rio grande do Norte e também se solidarizar pela perca imensurável da família da jovem Micaela Ferreira que veio a falecer na tarde de ontem ,13, no Shopping Ayrton Sena.
O SINDFORTE/RN, vem fazendo o seu papel nos inserindo em debates com o Departamento da Polícia Federal na intenção de melhorar as condições de trabalho e também para que as empresas se sensibilizem em dar mais condições de trabalho ao vigilante de Transporte de Valores, tal como a retirada do calibre 38 e o fornecimento do calibre 380 para todos os trabalhadores de Transporte de Valores, além do aumento do armamento de grosso calibre, dando assim mais capacidade de reação  e segurança ao trabalhador.
Na verdade a população do Rio Grande do Norte está sendo alvo do descaso do Governo em relação a segurança pública, que tem bons profissionais, mais não tem condições de fazer uma prevenção contra a criminalidade, onde a polícia faz o seu trabalho de prender os criminosos e logo depois os mesmos estão na rua, soltos fazendo a mesma coisa, ou seja, estão enxugando gelo e quem sofre com isso é a população, o cidadão de bem não pode ir na padaria comprar um pão, não pode pegar um ônibus, por que não sabe se vai retornar para casa vivo, na verdade depois que o governo abriu a porta do Estado para os bandidos de alta periculosidade entrar, o índice de criminalidade aumentou consistentemente e gradativamente rápido, diga - se de passagem e para piorar a situação o Governo da insegurança não fez um plano de ação ou um plano de segurança para barrar ou inibir que a família do crime dos bandidos de alta periculosidade entrasse em nosso Estado.
Para a população ter uma ideia de como o crime está aumentando em relação a Segurança Privada no Estado vou colocar alguns índices dos anos passados:
2015 – tivemos 84 atentados contra a segurança privada; 2016 – tivemos 74 atentados contra a segurança privada sendo 2 com carro forte; 2017 – até agora estamos com 16 atentados a segurança privada com 06 só à carro forte.
Portanto nós do Transporte de Valores saímos para trabalhar e não sabemos se voltaremos para o seio de nossas famílias.
Também devemos atribuir essas ocorrências dos vigilantes de Transporte de Valores, ao descaso das empresas de vigilância com os seus trabalhadores, onde os vigilantes estão trabalhando com os seus armamentos obsoletos e inferior ao dos bandidos e estão reduzindo o contingente das operações  favorecendo as ações criminosas. 
AÍ EU PERGUNTO, CADÊ A FISCALIZAÇÃO NAS BARREIRAS DO ESTADO? SERÁ QUE O ESTADO DA AS DEVIDAS CONDIÇÕES AOS AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA OU FEDERAL DE TRABALHAR? CLARO QUE NÃO.
AÍ onde percebemos que se está ruim para a polícia fazer o seu trabalho, imaginem a do vigilante de Transporte de Valores, que depende unicamente da sua principal arma que é a atenção e percepção para se defender e tentar voltar vivo para casa, mesmo fazendo reciclagem de dois em dois anos nas Escolas de Vigilante
Finalizo fazendo um apelo a população: 
Quando uma guarnição de Transporte de Valores estiver fazendo uma operação de coleta ou entrega, ou até mesmo de abastecimento de cash eletrônico, peço que a população não fique perto ou venha outra hora, porque, não é a nossa intenção que ocorra nenhum sinistro com a população, porém o profissional de Transporte de Valores precisa fazer o seu trabalho.
SEPARADOS SOMOS FRACOS, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS 

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