POLÍCIA

​Falta de estrutura prejudica investigações da Polícia Civil, como o caso Valéria, em Mossoró

11 Ago
11:32 2017
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Da redação
A falta de estrutura nas delegacias de Polícia Civil do Rio Grande do Norte, especialmente no interior do Estado, é um dos principais fatores que prejudicam a conclusão das investigações dos crimes de homicídio - Condutas Violentas Letais e Intencionais. É o que assegura a presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Paoulla Maués, em contato com o MOSSORÓ HOJE.

Casos emblemáticos como o da estudante de Enfermagem, Valéria Patrícia, encontrada morta em 15 de setembro de 2016, é um exemplo da situação preocupante. O caso completa um ano no próximo dia 15 de setembro e a Polícia Civil, por falta de estrutura, recursos tecnológicos e humanos, até o presente data não conseguiu esclarecer o caso e prender os suspeitos do assassinato com requintes de crueldade.

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Essa falta de estrutura explica ainda porque a grande maioria dos homicídios registrados no Estado não é concluída. A taxa de inquéritos concluídos não passa de 20%. Só este ano já ocorreram mais de 1.500 Condutas Violentas Letais e Intencionais no Rio Grande do Norte. Mossoró contribuiu com 150. Por número de habitantes, o município de Baraúna tem uma das piores médias do Rio Grande do Norte.

Os dados das condutas violentas letais e intencionais (homicídios) são do Observatório da Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO-RN), que monitora, em parceria com a sociedade civil e a Universidade Federal Rural do Semi Árido, todos os casos de homicídios que ocorrem em território potiguar, com rapidez e eficiência, com a coordenação do especialista em segurança pública Ivênio Hermes.

Não por coincidência, a estrutura de perícia criminal e tecnológica na Polícia Civil é praticamente inexistentes. Não se retira digitais em local de crime. Fazer um exame de DNA só aguardando de 6 a 12 meses para receber o resultado. É feito no estado da Bahia. Neste caso, o Governo do Estado informa que está investindo na estruturação de um laboratório para fazer estes exames no Estado e com rapidez.

Em Mossoró, delegados de polícia civil protestam pedindo estrutura, e consequentes, condições para concluir investigações. Relatram que os investimentos em estruturação das delegacias nos anos de 2015, 2016 e este ano estão sendo insignificantes. Alegam também que não existe investimento continuado para aquisição de municação e modernização de armas, coletes e outras ferramentas essenciais de trabalho.

Presidenta da Adepol, delegada Paolla Maués, diz que instalações físicas das delegacias estão precárias. 




 

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