POLÍCIA

Engenheiro com pós doutorado senta no banco dos réus em Mossoró para responder por homicídio qualificado

14 Nov
16:56 2017
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Da redação
Nesta quinta-feira, dia 16 de novembro de 2017, está previsto o julgamento popular do engenheiro agrônomo com doutorado André Herman Freire Bezerra, de 35 anos, que está à esquerda na foto acima, pelo assassinato planejado e executado com frieza contra o técnico em produção Joábio Antonioni Dantas da Silva (na época com 31 anos), ocorrido na madrugada do dia 22 de dezembro de 2010, em Mossoró/RN.
 
Segue o resumo da denúncia do Ministério Público Estadual.
 

Os trabalhos, sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, estão previstos de começarem às 8h, com o sorteio dos sete jurados. Em seguida, deve ser ouvida as testemunhas do caso em plenário, seguida do depoimento do réu.
 
Concluído os depoimentos, que vão ajudar os jurados a compreender como aconteceu, em que circunstância e principalmente o tamanho da dor causada na família da vítima, começam os debates entre o Ministério Público Estadual e os advogados de defesa.
 
O promotor de Justiça Carlos Henrique Harper Cox (foto à direita) terá 90 minutos para fazer uma exposição detalhada do crime, que, inclusive passou por reconstituição simulada no dia 24 de janeiro de 2012, o que ajudou a Polícia e os promotores que atuaram no caso a compreender o cenário em que se consumou o homicídio de fato. Tudo planejado e executado com frieza.
 
Após as palavras do promotor, entra em cena os advogados Cleilton César Fernandes Nunes e Régio Rodney Menezes, que também terão 90 minutos para, em revezamento de fala, tentar convencer os sete jurados da inocência do réu André Herma Freire Bezerra.
 
Durante a instrução processual, com base na reconstituição do caso, já se configura que o crime foi planejado e friamente executado: O réu e a vítima estavam numa festa com outros amigos. Quando a vítima decidiu ir embora, o réu se ofereceu para ir deixa-lo de moto. Ao chegar perto de casa, um carro com o atirador apareceu, se aproximou e atirou a queima roupa na vítima, que ainda correu.
 
O réu André Herman, que nega o crime, estranhamente não voltou para prestar socorro à vítima Joábio Dantas, que ainda ficou com vida no local. O réu narra em seu depoimento na polícia que foi para casa ligar para polícia e pedir socorro ao SAMU. Entretanto, durante reprodução simulada do fato, em 2012, e as investigações, o depoimento do réu foi desmontado.
 
Quando a polícia pede para ele explicar porque não voltou para prestar socorro ao amigo, o réu André Herman diz que quem atirou foram homens que estavam procurando comprar drogas e que ele estaria com medo. Só que este depoimento, para a polícia e o MPRN, não tem qualquer sentido.Teria sido parte da engenharia para escapar das barras da justiça.
 
Principalmente porque durante as investigações, os policiais descobriram a real motivação do homicídio: ciúmes. André havia descoberto um relacionamento amoroso entre a então companheira dele e a vítima Joábio Dantas.

Portanto, diante dos fatos, segundo o Ministério Público Estadual, o homicidio de Joábio Dantas foi planejado e executado com frieza, motivado por ciúmes doentio.

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