13 DEZ 2018 | ATUALIZADO 16:48
ECONOMIA

Leilão de linhas de transmissão de energia deve gerar investimentos de R$ 8,7 bi

Investimentos vão gerar 17.868 empregos nos dez estados que as obras serão executadas, entre eles o Rio Grande do Norte
Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil
16/12/2017 06:33
Atualizado
13/12/2018 18:27
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Leilão de linhas de transmissão de energia deve gerar investimentos de R$ 8,7 bi
Rovena Rosa/Agência Brasil
O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado hoje (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista, terminou com 11 lotes arrematados em 10 estados brasileiros (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins).

A expectativa de investimentos é de R$ 8,7 bilhões e geração de 17.868 empregos diretos, inclusive no Rio Grande do Norte, que lidera no País a geração de energia eólica e está começando a produzir, comercialmente, energia solar. Todas estas estruturas requer linhas de transmissão para interligar as redes.
 
O leilão de transmissão é para a construção, operação e manutenção de 4.919 km de linhas de transmissão e subestações com capacidade de transformação de 10.416 mega-volt-amperes (MVA) nos estados.

O consumidor também poderá sentir melhorias no bolso, afinal vencem o leilão as empresas que ofertarem o menor valor de Receita Anual Permitida (RAP).

Segundo o governo, isso deve refletir no custo da energia. Participaram da concorrência 47 empresas/consórcios. Na média, o deságio foi de R$ 40,46%.
 
O primeiro lote, composto pelas instalações no estado do Paraná, foi arrematado pelo Consórcio Engie Brasil Transmissão, de origem franco-belga, por R$ 231.275 milhões, deságio de 34,80%. Concorreram neste lote quatro empresas.
 
Venceu a disputa pelo segundo lote, referente às linhas no estado do Piauí e Ceará, a empresa de origem espanhola Celeo Redes Brasil S.A., por R$ 85.271 milhões, deságio de 53,21%. O lote foi disputado por 12 concorrentes.
 
A empresa indiana Sterlite Power Grid Ventures Limited arrematou o terceiro lote, pelas instalações no estado do Pará e Tocantins, por R$ 313.100 milhões, deságio de 35,72%. Foram cinco lotes concorrendo este lote.
 
O quarto lote, pelas instalações no estado do Tocantins e Bahia, foi arrematado pela brasileira Neoenergia S.A., por R$126 milhões e deságio de 46,62%. A disputa teve 10 empresas/consórcios.
 
Já o quinto lote, para as instalações também no Tocantins e na Bahia, foi arrematado por R$ 14.431 milhões pela Cesbe Participações S.A. com deságio de 53,94%. O lote foi concorrido por 19 grupos.
 
O sexto lote, pelas instalações no estado do Paraíba e Ceará, foi arrematado pela Neoenergia S.A., com deságio de 44,56% e valor de R$ 57.325 milhões. Deste lote participaram 14 grupos.
 
O sétimo lote, para as instalações no estado de Minas Gerais, foi vencido pela brasileira Construtora Quebec S.A., pelo valor de R$ 32. 600 milhões, deságio de 34,65%. A disputa teve nove empresas/consórcios.
 
O Consórcio Linha Verde, brasileiro, arrematou o oitavo lote, também por instalações em Minas Gerais, por R$ 32.978 milhões e deságio de 35,50%. Estiveram na disputa oito grupos.
 
A disputa pelo nono lote, composto por instalações no estado da Bahia, foi vencida pelo EEN Energia e Participações S.A., por R$9.090.608 milhões, deságio de 47,86%. Disputaram este lote 17 empresas.
 
O décimo lote, para instalações em Pernambuco, foi arrematado pela Consórcio Br Energia/Enind Energia, com deságio de 40% e valor de R$ 7.285 milhões. A disputa teve 18 participantes.
 
O último lote, também para linhas Pernambuco, foi vencido pela Montagno Construtora Ltda, por R$ 4.030 milhões e deságio de 52,91% O décimo primeiro lote foi disputado por 21 propostas.
 
O leilão está incluído entre os empreendimentos do Programa de Parcerias de Investimentos. Os prazos para entrada em operação comercial variam entre 36 e 60 meses.
 
Este é o segundo leilão de linhas de transmissão de energia realizado pelo Governo Federal em 2017. O primeiro foi em abril, quando foram arrematados 31 lotes, com investimento previsto de R$ 12,7 bilhões. Na média, o deságio foi de 36%. Mais de 20 empresas participaram do leilão.


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