12 DEZ 2018 | ATUALIZADO 23:35
POLÍCIA

Presa de justiça com a filha bebê nos braços é executada a tiros no bairro Boa Vista em Mossoró/RN

Vitima Adriana Bento da Silva, que cumpria pena em regime domiciliar por tráfico, havia tido um filho assassinado na rodovia de acesso a Baraúna e também teve o marido assassinado na prisão;
Da redação
10/03/2018 11:36
Atualizado
12/12/2018 03:24
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Presa de justiça com a filha bebê nos braços é executada a tiros no bairro Boa Vista em Mossoró/RN
Valeria Lima
A presa de justiça (domiciliar) Adriana Bento da Silva, de 38 anos (era condenada por tráfico), foi executada com cerca de cinco tiros no início da tarde deste sábado, 10, na Rua Severino Praxedes Sobrinho, no bairro Boa Vista, em Mossoró-RN. No momento que foi baleada, estava com a filha bebê nos braços.

Testemunhas relataram a Polícia Militar e ao MOSSORÓ HOJE que a vítima estava na calçada de casa (perto de onde mora com as filhas) quando chegaram dois homens numa motocicleta (usavam capacetes) e abriram fogo. A vítima morreu no local.

Adriana Bento da Silva teve um filho (David Kennedy da Silva Fernandes, de 21 anos) assassinado em agosto de 2017 na rodovia de acesso a Baraúna. Dois anos antes, teve o marido assassinado dentro do Centro Penal Douor Mário Negócio, onde ela também cumpria prisão e estava se sentindo ameaçada.

Adriana havia sido presa há sete anos, em Apodi, na Operação Pedra de Abelha. Na ocasião, os policiais apontaram que ela estava colocando os filhos menores para entregar as drogas (crack) que ela vendia. Depois ela foi presa novamente junto com o Marido em Mossoró.

Na prisão, os dois tiveram uma filha. Quando ela estava grávida, ele foi morto pelos outros presos. Após a legislação mudar, Adriana Bento, por ter a filha ainda bebê, ganhou o direito de cumpri o restante da pena por tráfico em casa no dia primeiro de novembro de 2017.

Ainda quando estava presa, Adriana Bento revelou ao MOSSORÓ HOJE que tinha medo de ser assassinada na prisão ou quando saísse, por ter reclamado do assassinato do marido. O seu temor maior de ser assassinada era por ter filha pequena e não tinha como criar.

A Polícia Militar foi acionada ao local, juntamente com a Polícia Civil e uma equipe do Instituto Técnico-cientifico de Perícia (ITEP), para periciar o local e remover o corpo para exames. Mais um caso (número 55 só em 2018) para a Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa investigar.

Deixa dois filhos e três fihas, sendo que a mais nova de 3 anos, órfãos.


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