12 DEZ 2018 | ATUALIZADO 23:35
POLÍTICA

Governador diz que reportagem foi requentada e tem perfil sensacionalista para pressionar o Judiciário

Reportagem do Fantástico omite que quem deu "sinal verde" para desviar dezenas de milhões do IDEMA, em benefício de Ricardo Mota, foi o marido da então governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto
Da redação
12/03/2018 06:22
Atualizado
12/12/2018 03:26
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Governador diz que reportagem foi requentada e tem perfil sensacionalista
Valéria Lima | Mossoró Hoje
Em Nota, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte classificou a reportagem do Fantástico, exibida na noite deste domingo, 11, como requentada e sensacionalista, e que estranhamente havia conteúdo protegido por sigilo de justiça e que, ainda segundo a Nota, havia clara intenção de pressionar o Poder Judiciário, além de alimentar o jogo político.

“O governador Robinson Faria repele de forma veemente quaisquer referências ao seu nome em matéria veiculada na TV neste domingo (11)”. Também assegura que não tem qualquer relação com Gutson Reinaldo e que Adelson Reinaldo trabalha na Assembleia. Em trecho adiante, a Nota destaca a polícia deve apurar o vazamento de informações sigilosas.

Na denúncia do Ministério Público Estadual, em relação à Operação Candeeiro, cita que Gutson Reinaldo havia sido mantido no cargo pela então governadora Rosalba Ciarlini, com o “sinal verde” de Carlos Augusto Rosado, marido de Rosalba Ciarlini, para desviar os recursos (dezenas de milhões) do IDEMA em benefício do deputado Ricardo Mota (abaixo).


Na Assembleia Legislativa, havia pedido de impeachment da então governadora Rosalba Ciarlini, que não prosperou. Este detalhe da Denúncia do Ministério Público sobre a Operação Candeeiro não consta na reportagem exibida no Fantástico, apesar de constar em detalhes na delação de Gutson Reinaldo, citado na reportagem, na Justiça do Rio Grande do Norte.
 
NOTA NA ÍNTEGRA ABAIXO:
 
O Governador Robinson Faria repele de forma veemente quaisquer referências ao seu nome em matéria veiculada na TV neste domingo (11).
Entende se tratar de reportagem requentada e sensacionalista, que estranhamente continha material protegido por sigilo de justiça e com a clara intenção de pressionar o Poder Judiciário, além de alimentar o jogo político.

A reportagem não trouxe nenhum fato novo e todo o conteúdo apresentado já é tratado no âmbito da Justiça, sendo o único fato novo trazido pela citada matéria o vazamento ilegal e criminoso de um vídeo protegido por segredo de justiça.

Sobre este fato, inclusive, o Governador Robinson já solicitou a instauração de um inquérito policial, a fim de identificar os autores deste vazamento criminoso.

A citação do governador neste assunto já foi alvo de investigação. Pessoas chegaram a ser conduzidas e logo em seguida liberadas, após responderem e esclarecerem as perguntas formuladas.

O Governador não tem absolutamente qualquer relação com a pessoa de Gutson, como apresentado na matéria. Adelson Reis é servidor da Assembleia Legislativa à disposição do Governo, e o governador jamais tratou com ele sobre quaisquer dos temas mostrados na reportagem, nem tampouco solicitou ao mesmo qualquer tratativa em seu nome, com quem quer que seja.

O próprio Adelson já afirmou às autoridades que era amigo de muitos anos de Rita das Mercês, e que era agradecido a ela por ter lhe empregado na Assembleia Legislativa, que morava em apartamento de propriedade da mesma e que se encontrou com a ela por este motivo e por conta própria.

Adelson também já afirmou em depoimento que o governador jamais pediu que ele tratasse deste assunto com Rita das Mercês, isentando-o de qualquer culpa nesse episódio. Disse ainda que mencionou o governador na conversa para tentar tranquilizar uma amiga em pânico e que o dinheiro que ele a entregou era dele, Adelson, e destinava-se ao filho de Rita, o que também foi revelado na gravação, de forma bastante clara.

O teor da matéria, mais se parecendo com um programa eleitoral de adversários, não tem contemporaneidade no que diz respeito ao Governo Robinson, sobre o qual não existe nenhuma denúncia de irregularidade, em seus mais de 3 anos de gestão.

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