MOSSORÓ

Doação de órgãos: "Imagine uma pessoa que não enxerga e passa a enxergar", diz diretor do HRTM

Foto: Cedida
13 Abr
16:01 2018
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Da redação
Em três anos de reativação da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott), a gestão do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, comemora as vidas salvas por famílias que, no momento de dor, tiveram tão importante ato de solidariedade.

"Há três anos que a atual gestão teve a iniciativa de recompor a Cihdott que estava desativada no âmbito do hospital. Essa iniciativa permitiu que mais de 50 potenciais doadores fossem descobertos ao nível do hospital, efetivando 14 doações de múltiplos órgãos e entregando 84 órgãos para todo o País", ressalta o diretor geral da unidade, Jarbas Mariano.

Na última quarta-feira (11), um fato inédito mobilizou a equipe da Cihdott do hospital de forma peculiar. Duas famílias vivenciaram a dor da perda de seus entes e ambas autorizaram a doação dos órgãos. Os doadores foram: o estudante de Medicina, Rafael Diogo Jales, e o jovem Matheus Lamarck. Rafael faleceu após um acidenete de moto em Patu-RN. Já Matheus sofreu um AVC.

"A doaçâo só é permitida no Brasil por iniciativa da família, o fato inédito é duas doações foram feitas no mesmo dia, o que é muito raro, principalmente em hospital público, destacando o Tarcísio Maia no cenário nacional", lembrou o diretor. 

A equipe médica foi coordenada pelo cardiologista Fernando Aubuerne. O fato mobilizou uma logística especial, pois quatro aeronaves pousaram no aeroporto de Mossoró, envolvendo uma equipe afinada de diversos profissionais para que tudo desse certo.

Das duas captações de múltiplos órgãos resultaram 14 doações de órgãos, que salvaram a vida de pacientes residentes em Natal/RN, Recife/PE, Fortaleza/CE e Brasília/DF. 

O diretor Jarbas Mariano destacou a importância do trabalho e do ato solidário pela família dos doadores. "A importância é muito grande, imagine uma pessoa que não enxerga, passa a enxergar. Uma que depende de uma máquina de diálise para viver e passa a ter vida normal. Uma que está com dias contados por que o fígado não consegue metabolizar, passa a ter vida normal. Não temos como mensurar o tamanho desse benefício". 

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