MUNDO

Rússia avisa que ataque dos EUA, França e Reino Unido contra a Síria "terá consequências"

Foto: Reprodução El País
14 Abr
08:29 2018
A+   a-
Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil

Os Estados Unidos encerraram os bombardeios aéreos lançados em conjunto com a França e Reino Unido sobre a Síria, na noite desta sexta-feira (13), após atingirem os três alvos descritos como locais de “capacidades químicas”: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, localizada a oeste de Homs; e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que serviria - segundo o Pentágono - de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

Os ataques foram detalhados pelo Departamento de Defesa norte-americano em uma coletiva na noite da sexta-feira (13). O general Josefh Dunford, presidente do Joint Chiefs - um comitê de assessoramento do Pentágono - disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios. Segundo ele, a “rodada de ataques aéreos já havia sido encerrada”.

Os jornais do mundo inteiro noticiaram o fato e alguns apontam como um princípio de uma terceira guerra mundial. A "rodada" de ataques dos Estados Unidos e páises aliados, despertou as forças do governo Russo, que, através de sua embaixada, aviou que terá consequencias.



“Os alvos que foram atingidos e destruídos estavam especificamente associados ao programa de armas químicas do regime sírio. Também selecionamos alvos que minimizariam o risco para civis inocentes”, disse o general, durante a entrevista.

Também foi evitado o choque direto com a Rússia. “Identificamos especificamente alvos russos sírios, para mitigar o risco de envolvimento das forças russas”, afirmou Dunford. Além disso, ele afirmou que a linha direta com a Rússia foi usada no período que antecedeu os bombardeios, para liberação do espaço aéreo. “Nós usamos o canal de desconexão normal para desconstruir o espaço aéreo. Não coordenamos metas”, explicou.

Menos duas horas antes, o presidente Donald Trump tinha anunciado que os bombardeios haviam começado. Os bombardeios, segundo o Pentágono já foram finalizados e são a resposta prometida pelos Estados Unidos ao suposto ataque químico atribuído ao governo de Bashar Al Assad, à cidade de Duma há sete dias.

O secretário de Defesa, James Mattis, também participou da coletiva. Ele disse que até aquele momento não havia “relatos de perdas para o exército americano”. O Pentágono ainda não comentou as declarações da TV síria, de que pelo menos 13 misseis teriam sido interceptados em Homs, o que teria segundo a estatal de televisão, frustrado o ataque.

Mattis não deu declarações sobre resultados, mas ponderou que, embora o ataque aos três locais tenha sido finalizado, isso não quer dizer que não haverá outros. “O objetivo é realizar uma campanha sustentada para que armas químicas deixem de ser usadas na Síria”, disse.

Os ataques foram realizados por volta das 22h00 desta sexta-feira (horário de Brasília).

 

Rússia avisa que ataque contra a Síria "terá consequências"

 

O ataque lançado neste sábado contra a Síria, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, Reino Unido e França "não ficará sem consequências", advertiu o embaixador da Rússia em Washington, Anatoly Antonov. A informação é da EFE.

"Os piores presságios foram cumpridos, eles não escutaram nossas advertências e voltaram a nos ameaçar. Tínhamos advertido que estas ações não ficariam sem consequências. Toda a responsabilidade recai em Washington, Londres e Paris", disse Antonov, em uma declaração oficial divulgada pela Embaixada.

 

Síria confirma que está enfrentando ataque dos EUA, França e Reino Unido


A agência de notícias estatal síria Sana afirmou neste sábado (data local) que as forças de defesa aérea do país "estão enfrentando o ataque americano-franco-britânico contra a Síria". A informação é da EFE.

A Sana divulgou esta breve mensagem pouca depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os ataques conjuntos com a França e o Reino Unido contra o governo de Bashar al Assad "estão acontecendo neste momento".

A agência oficial não ofereceu mais detalhes sobre possíveis alvos atingidos pelo ataque nem dados sobre eventuais danos ou baixas humanas.

Trump disse que os alvos da ofensiva são as "capacidades de armamento químico" de Assad, a quem acusa de ter cometido um ataque químico no último sábado na cidade de Duma.

"Estamos preparados para manter esta resposta até que o regime sírio detenha seu uso de armamento químico proibido ", disse Trump.

Estados Unidos e França, juntamente com o Reino Unido, alegaram antes da ofensiva que o uso de armas químicas pelo regime sírio não pode ficar impune, enquanto Moscou alertou que um ataque americano ou das potências ocidentais contra a Síria seria inadmissível.

MAIS NOTÍCIAS


COMENTÁRIOS