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"É uma dor que não passa": Mãe de Cíntia Lívia fala sobre caso Iasmin e se solidariza com a família

27 Abr
09:40 2018
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Da redação
A dona de casa Vânia Araújo se solidarizou com a família de Iasmin Lorena, de 12 anos, que teve seu corpo encontrado enterrado essa semana na Zona Norte de Natal-RN. As duas famílias têm muito mais em comum do que podem imaginar. Vânia perdeu a filha de 12 anos de forma cruel assim como a família de Iasmin.

Vânia Araújo é mãe da menina Cíntia Lívia, de 12 anos na época. Cíntia foi estuprada, assassinada brutalmente e teve seu corpo jogado dentro de um poço no município de Tibau, em julho de 2012. A menina desapareceu no dia 21 de julho e cinco dias depois seu corpo foi achado por caseiros de uma residência na praia de Tibau.

"Infelizmente foi o meu cenário e nunca, jamais, em nenhum dia da minha vida, irei esquecer, é uma dor que não passa, veja só essa mãe e esse pai, me corta o coração e não tenho palavras", disse Vânia Araújo, concluindo "eu sinto muito e me solidarizo com a família de Iasmin Lorena, Deus quanta maldade, só penso na minha Cíntia e agora nessa pricensa, casos muito parecidos".

O enredo que mais parece de um filme de terror é semelhante com o que aconteceu com Iasmin Lorena. A menina desapareceu no dia 28 de março, na Zona Norte de Natal. Na última terça-feira, 24, cães farejadores da Batalhão de Choque encontraram um corpo enterrado onde está sendo construinda uma casa. A identificação não foi confirmada oficialmente por conta do estado de decomposição do corpo. Será feito exame de DNA.

Nesta quinta-feira, 26, o pedreiro que cuidava da obra, Marcondes Gomes da Silva, 45 anos, foi preso suspeito de participar do desaparecimento da menina Iasmin. Ele estava sendo procurado pela polícia. Ao ser preso, na praia de Touros, ele disse que fugiu para procurar uma sobrinha, que iria lhe ajudar a encontrar um advogado.

O assassino de Cíntia Lívia também foi preso dias após o corpo ser achado. Ele também fugiu e foi detido pela Polícia dentro de um táxi a caminho de Mossoró. Ele residia em Tibau há alguns anos e era vizinho e amigo da família de Cíntia Lívia. Poliano Cantarelle foi condenado por estupro, assassinato e ocultação de cadáver pelo Tribunal do Júri Popular, em Areia Branca, a 32 anos de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu em 12 de maio de 2015 e teve bastante comoção popular. A segurança teve que ser reforçada em Areia Branca.

Em depoimento, Cantarelle contou detalhes de como matou a garota. "Joguei ela no chão, ela morreu rápido", detalhou ele de forma fria. Desde então, o caseiro está preso em Mossoró-RN. Já o pedreiro Marcondes, do caso Iasmin, continua preso. Ele confessou que matou a menina e disse que agiu sozinho. A informação foi repassada pela Polícia Civil. Mais detalhes sobre o caso serão divulgados em coletiva de imprensa ainda hoje.

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