MOSSORÓ

Auxiliar de mecânico acusado de matar namorado da ex por ciúmes vai à júri em Mossoró

Foto: Cezar Alves
09 Mai
17:08 2018
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Da redação
O Tribunal do Júri Popular julgará nesta quinta-feira, 10, o auxiliar de mecânico Francisco Duarte Jerônimo e o desempregado Paulo Henrique Duarte de Oliveira, ambos de 24 anos, sob a acusação de matar Raxsuel Jadson da Costa, no dia 18 de novembro de 2016, por volta da 00h, na Rua Zé Alinhado, no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró.

Presidido pelo Juiz de Direito Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, o júri começa por volta das 8h no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, localizado no bairro Costa e Silva, em Mossoró.

Segundo o inquérito policial do caso, a vítima estava sentada na calçada de casa com seu pai quando um veículo Siena preto parou próximo a residência. Francisco Duarte teria saído do veículo e caminhado com a arma na mão até a vítima, parou e começou a atirar. Raxsuel ainda conseguiu correr, mas foi atingido por três disparos de arma de fogo. Ele não resistiu aos ferimentos.

Em depoimento ao juiz e Ministério Público, o réu confessou o crime, mas disse que o praticou sozinho e não com a ajuda de Paulo Henrique. Veja depoimento abaixo:
 


Paulo Henrique Duarte de Oliveira, conhecido como "Paulinho" teria autuado no crime tanto no planejamento quanto na execução.Uma terceira pessoa identificada apenas como "Jabu" também teria participado do crime, dirigindo o veículo.

Ainda conforme os autos do inquérito policial, nas investigações descobriu-se que o crime foi motivado por ciúmes, pois Raxsuel namorava a ex-companheira de Francisco Duarte. Ele, por sua vez, nega que tenha sido por ciúmes da ex. Disse que Raxsuel tentou matá-lo duas vezes e não sabe o porquê, pois não tinha desavença com ele.

O Ministério Público Estadual será representado pelo promotor de justiça, Armando Lúcio Ribeiro. A defesa será feita pelo advogado Isaías Garcia de Oliveira. O resultado do júri deve sair por volta das 12h.

Ausência de promotor põe réus em liberdade
Este júri estava marcado para o dia 7 de novembro de 2017, mas não aconteceu porque o promotor de justiça. Por conta disso, os réus Francisco Duarte e Paulo Henrique foram colocados em liberdade. Caso semelhante aconteceu no julgamento de Jalisson Veríssimo de Melo, acusado de matar o vereador de Assu, Manoel Botinha.

Posteriormente, a Corregedoria-Geral do Ministério Público abriu procedimento para investigar a ausência do promotor de justiça nos dois julgamentos.
 

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