POLÍTICA

Condenado por desviar R$ 110 milhões da saúde, Laíre Rosado tem pena reduzida em 1 ano e 1 mês pelo STJ

Foto: Reprodução
20 Jun
10:48 2018
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Da redação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a redução da pena do ex-deputado federal Laíre Rosado Filho, de 9 anos e 6 meses para 8 anos e 5 meses. O médico e ex-parlamentar Laíre Rosado, preso no dia 22 de março deste ano quando fazia um atendimento na UPA do Belo Horizonte, em Mossoró, é condenado por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva pela Justiça Federal na Operação que ficou nacionalmente conhecida como "Máfia das Sanguessugas".

A sentença (VEJA AQUI), que teve como relator o ministro Antônio Saldanha Palheiro, saiu nesta terça-feira, 19, e determinou ainda que Laíre continue preso.

Os advogados de Laíre Rosado recorreram ao STJ pedindo a absolvição do ex-deputado federal ou a redução da pena, alegando que os crimes prescreveram em função do fato de Laíre ter 70 anos (quando o réu tem 70 anos, o prazo de prescrição dos crimes reduz pela metade).

No entanto, a sentença de condenação de Laíre Rosado saiu em 2015 - antes dele completar 70 anos. Por isso, os juízes do STJ negaram o recurso da defesa, mantendo a condenação.

Já com relação ao pedido de redução da pena, os advogados conseguiram baixar de 9 anos e 6 meses para 8 anos e 5 meses. Na mesma decisão, o STJ determinou que Laíre continue preso. Atualmente, o ex-deputado está detido no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Apodi, no Oeste potiguar. 

Com a redução da pena, deve ser reduzido também o tempo em que Laíre ficará no regime fechado. Logo, deve ganhar direito a cumprir a pena no regime semiaberto.

Máfia das Sanguessugas
Em maio de 2006, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sanguessuga com dezenas de mandados de prisão expedidos em vários estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Norte. 

O ex-deputado federal Laíre foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter destinado R$ 110 milhões em emendas parlamentares para um esquema criminoso que pagava de volta para ele 10% de propina. Os crimes aconteceram no período de 2000 a 2005, relatou o MPF.

Estes recursos deveriam ter sido usados, em sua plenitude, para beneficiar várias cidades do Rio Grande do Norte, em especial Mossoró, através da Fundação Vingt Rosado e a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APAMIM), controlados por sua família.

O esquema de desvios de recursos públicos, segundo as investigações, tinha a participação de parlamentares e prefeitos de vários municípios potiguares e também de outros estados brasileiros.

Laíre Rosado é esposo de Sandra Rosado, atual vereadora em Mossoró e ex-deputada federal e pai de Larissa Rosado, atualmente deputada estadual. O ex-vereador Lairinho, filho de Sandra e Laíre, é atualmente secretário da prefeita Rosalba Ciarlini. Sandra Rosado também é condenada por desvios da saúde de Mossoró.

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