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Laboratório Genético Forense deve agilizar investigações criminais no RN

Foto: Divulgação
06 Jul
11:17 2018
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Da redação
O governo estadual e o Tribunal de Justiça Estado do Rio Grande do Norte inauguraram o laboratório de Genética Forense do Instituto Técnico-cientifico de Perícia (ITEP), na tarde desta quinta-feira, 5, em Natal/RN. Com esta estrutura, será possível a Polícia Civil agilizar a investigação de crimes de homicídios no Estado. Antes, este tipo de exames era feito em Salvador (BA).

Por meio do convênio celebrado com o ITEP, o TJRN destinou mais de R$ 1 milhão para a aquisição de um sequenciador genético e demais acessórios específicos para análises laboratoriais, em especial a realização dos exames de DNA.

O diretor do ITEP, perito criminal Marcos Brandão, destacou que o laboratório de genética é um marco para o órgão e ressaltou a importância da parceria com o TJRN para viabilizar o funcionamento do laboratório em benefício da Segurança Pública no RN. 

“Nunca no estado do Rio Grande do Norte fizemos exame de DNA e vestígio em local de crime. O projeto de edificação do laboratório foi um esforço totalmente regional. É fruto de uma parceria de órgãos e profissionais locais”, diz Marcos Brandão. 

O diretor destaca ainda que “o TJRN exerceu um papel imprescindível para a iniciativa, pois havia toda uma infraestrutura, o ITEP possuía a maioria dos equipamentos, mas faltava a peça principal sem a qual o laboratório não podia funcionar, que era o analisador genético” diz.

O presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, lembrou que o Judiciário também será beneficiado com a parceria. “O Tribunal percebeu a demanda de exames de paternidade nas Varas de Família, além de vários processos criminais parados, por causa da falta do sequenciador. Então para dar maior celeridade aos processos, o TJRN doou cerca de R$ 1 milhão para a compra do equipamento e de todos os insumos necessários, e a partir de então o ITEP realizará todos os exames demandados pelo TJRN”, explicou Expedito.

A secretária estadual de Segurança Pública, delegada Sheila Freitas, afirmou que a população norte-rio-grandense é a maior beneficiada com a viabilização do laboratório e fez um agradecimento especial ao TJRN. 

“Gostaria de fazer um agradecimento especial ao Tribunal de Justiça, na pessoa do desembargador Expedito, pela colaboração. Manter um laboratório desses é muito caro, para vocês terem uma ideia, o convênio assinado entre o ITEP e o TJRN foi na ordem de R$ 1,2 milhão. Somente esse equipamento [sequenciador genético] custa R$ 900 mil. Sem essa ajuda, sem essa colaboração do TJRN, seria impossível o que nós fizemos até hoje”, disse a secretária.

Demanda
O ITEP passou a ter a necessidade de uma quantidade de exames de DNA devido ao aumento da demanda referente a exames de identificação humana e de crimes sexuais. “Quando ocorria um crime, o perito criminal pouco podia fazer em relação à identificação humana, em relação ao DNA que é uma as provas centrais para a determinação da autoria [do crime]. Fizemos uma parceria com o estado da Bahia e eles recebiam nossa demanda. Mas um laboratório externo receber demanda de outro estado é complicado, principalmente com a evolução da criminalidade”.

Em 2013, o órgão recebeu equipamentos doados pelo Senasp, mas faltava uma infraestrutura melhor e mais pessoal capacitado. Com a estruturação e a aquisição do sequenciador esse quadro deverá mudar. “Hoje temos aqui um equipamento essencial para a investigação criminal e que vai montar todo o perfil de investigação do estado do Rio Grande do Norte”, define o perito criminal Marcos Brandão.

Agora, o laboratório passará a funcionar em fase de testes. O diretor do órgão estima que em dois meses esteja a estrutura esteja operacional, realizando laudos.

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