18 DEZ 2018 | ATUALIZADO 08:37
MOSSORÓ

Júri condena réu a 14 anos de prisão no fechado por matar inimigo; "Briga de facções", diz promotor

Julgamento popular aconteceu nesta terça-feira (11), no Fórum de Mossoró; Alisson Breno Pereira Santiago, 22 anos, foi condenado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo
Da redação
11/09/2018 13:55
Atualizado
14/12/2018 09:03
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Júri condena réu a 14 anos de prisão no fechado por matar inimigo; "Briga de facções", diz promotor
Reprodução/TV Terra do Sal
O Tribunal do Júri Popular condenou nesta terça-feira (11), o réu Alisson Breno Pereira Santiago, 21, a 14 anos de prisão no regime fechado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma. O júri aconteceu no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins.

O julgamento começou às 8h30 e foi finalizado no início da tarde com a sentença aplicada pelo juiz Vagnos Kelly de Medeiros Figueiredo, com base na decisão do Conselho de Sentença - formado por sete jurados da sociedade civil.

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O Ministério Público foi representando pelo promotor de justiça Armando Lúcio Ribeiro e a defesa do réu foi feita pela advogada Fernadan Barros. Após explanações de ambas as partes, o Conselho de Sentença acatou a tese do MP e condenou o réu pelos dois crimes. Alisson Breno foi condenado por matar Railson de Sousa Filgueira, 22, na tarde do dia 14 de maio de 2017 no Conjunto Promotor, zona oeste da cidade de Mossoró. 

O promotor de justiça Armando Lúcio afirmou que a motivação do crime partiu da disputa por território de facções criminosas. "Naquela oportunidade o acusado, juntamente com outra pessoa não identificada, assassinou a vítima em decorrência de briga de facções, de território, se trata portanto de um homicídio qualificado, muito embora eles pudessem ter amizade, moravam até no mesmo bairro, mas estavam disputando território, é tanto que por conta disso, ele vai na casa da vítima, procura a vítima, não acha e, faz uma série de ameaças, então ele encontra a vítima na esquina e começa a efetuar os disparos", afirmou Ribeiro, ressaltando que o acusado foi preso em flagrante na época do crime.

A advogada Fernanda Barros defendeu que seu cliente agiu em legítima defesa porque estava sendo ameaçado por alguns "traficantes" do bairro. "Interessante que no dia das mães ele estava lá com sua mãe que é uma pessoa doente do coração quando a suposta vítima, infelizmente morreu, mas ele queria matar Alisson e naquele dia, Alisson foi perseguido por ele e ele desferiu tiros contra Alisson e Alisson temendo por sua vida estava andando armado sim, mas para guardar sua vida", afirmou a advogada.

Os dois próximos júris aconteceriam nesta quarta-feira, 12, e quinta-feira, 13. No entanto, foram adiados para os dias 19 e 26 de outubro, respectivamente. Os réus são acusados de matar o vereador de Assu, Manoel Botinha, em abril de 2015. 

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