12 DEZ 2018 | ATUALIZADO 11:05
ESTADO

"Não é seguro o cidadão tentar apagar fogo sem os equipamentos de proteção, diz Comandante Bombeiro

Do meio dia às 14 horas desta sexta-feira, dia 14, os Bombeiros foram acionados para pagar 7 incêndios nas imediações da cidade de Mossoró; só puderam comparecer em três chamados devido a falta de contingente
Da redação
14/09/2018 13:11
Atualizado
12/12/2018 14:50
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"Não é seguro o cidadão tentar apagar fogo sem os equipamentos de proteção, diz Bombeiro
Nos últimos dez dias, foram registrados incêndios de grandes proporções na vegetação nativa no Mendubim, no município de Assu; em Primavera, no município de Baraúna; Mariana, no município de Caraúbas, na chapada, no município de Apodi, e em várias comunidades rurais nos arredores de Mossoró. Do meio dia às 14 horas, os Bombeiros foram acionados para pagar 7 incêndios nas imediações da cidade.

A fumaça avança sobre a cidade, assustando a população das áreas de periferia. O major Bombeiro Antônio Elton de Queiroz, comandante do Batalhão Corpo de Bombeiros de Mossoró/RN, diante dos inúmeros focos de incêndio, queimando a vegetação seca na região, disse que não é seguro o cidadão tentar apagar o fogo. Pode se intoxicar com fumaça e até sofrer queimaduras graves e vir a óbito. “O correto é tentar se prevenir”, diz o comandante.

"Não é seguro o cidadão comum entrar no mato para apagar o fogo", diz o major Queiroz, acrescentando por 7 anos os invernos na região Oeste do Rio Grande do Norte foram fracos. As pessoas perderam o costume de ver as queimadas na região e agora estão assustados. O aumento do focos de incêndio é devido ao fato de o inverno de 2018 ter sido mais forte e isto fez a vegetação crescer, tanto a rasteira (capitão) quanto as maiores, como jurema, marmeleiro, catingueira entre outras.

“A vegetação cresceu e gerou combustível forte para fogo. Não tem como evitar o surgimento do fogo no mato, Cezar Alves. Observe você que o arame farpado quente provoca o incêndio. Uma lata de cerveja gera calor e pode refletir e causar incêndio. Um caco de vidro, causa fogo. Além disto, tem a ação do homem, que muitas das vezes irresponsavelmente joga cigarro ainda acesso no mato ou ateia fogo de forma criminosa na vegetação”, diz.

Uma vez gerado o fogo, segundo o major Queiroz, o melhor não é não tentar apagar o fogo na mata fechada. Queiroz explica que é uma atividade perigosa, pois o cidadão pode inalar a fumaça e se intoxicar e até morrer. Pode também ter queimaduras graves. “O correto é adotar medidas para o fogo não queimar a casa e também os cercados dos animais”, diz.

E a forma recomendada, ao homem do campo, para proteger a casa do fogo é fazer um aceiro ao redor da casa, com 12 ou 15 metros de distância, e também dos currais dos animais. “Retirem toda a vegetação. Deixe só terra ou areia. Limpe tudo. Isto evita que o fogo chegue muito perto e queime a casa e a destrua os currais e mate os anaimais”, explica o comandante, acrescentando que é melhor sair do local, para evitar inalação e fumaça.


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