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Da redação / Com informações da ESPN
15/09/2015 07:26
Atualizado
13/12/2018 23:20

Presidente da CBF é alvo de investigação do FBI

O FBI reúne dados sobre Marco Polo del Nero e pode ser alvo de pedido de prisão em uma nova lista de indiciados nos escândalos de corrupção no futebol. A informação é do Departamento de Justiça dos EUA.
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O FBI reúne dados sobre o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que é um dos nomes que pode ser alvo de pedido de prisão em uma nova lista de indiciados nos escândalos de corrupção no futebol que estão sendo deflagrados neste ano. A informação é de Jamil Chade, em reportagem publicada na edição desta terça-feira do jornal Estado de S. Paulo.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, afirmou em entrevista coletiva na segunda que a Justiça norte-americana deve indiciar mais pessoas e empresas envolvidas no esquema. Em 27 de maio, sete dirigentes da Fifa - entre eles, José Maria Marin, ex-presidente da CBF - foram presos.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, dois funcionários da CBF, da Fifa e da Conmebol estão sob investigação. A descrição se enquadra apenas a Ricardo Teixeira e Del Nero.

O Estado de S. Paulo aponta que o FBI possui provas, sobretudo de contas bancárias e transações, para buscar argumentos suficientes para indiciar o atual presidente da entidade que rege o futebol no Brasil. Ele é suspeito de ter recebido propina na venda de direitos de transmissão da Copa do Brasil, assim como Marin. O FBI espera mostrar que o esquema utilizou o sistema financeiro norte-americano para justificar o pedido de extradição.

Além dele, o nome de Kleber Leite também aparece na lista. A empresa dele, a Klefer, é suspeita de ter negociado e organizado o pagamento de propinas, apontam as investigações.

Novas Investigações
A Justiça dos Estados Unidos deve indiciar mais pessoas e empresas envolvidas no escândalo de corrupção na Fifa. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Loretta Lynch e Michael Lauber, procuradores-gerais dos EUA e Suíça, anunciaram que a "investigação não está nem no intervalo".

Segundo Lynch, desde o maio, quando a justiça suíça prendeu sete cartolas em Zurique, incluindo o brasileiro José Maria Marin, a operação evoluiu muito, com o surgimento de novas evidências. Assim, dirigentes e empresas que ainda não foram citadas nominalmente devem ser indiciados.

"A investigação segue ativa e em curso. Na verdade, cresceu desde maio. O escopo de nossa investigação não é limitado, e nós estamos seguindo as evidências até onde nos levam. Agradeço a cooperação significativa e as evidências substâncias que recebemos de muitos lugares. Com base nessa cooperação e novas evidências, antecipamos que novas acusações devem ser feitas", disse Lynch.

O procurador-geral da Suíça, que conduziu as prisões de dirigente em maio a pedido da justiça norte-americana, chegou a brincar e dizer que as "investigações não chegaram nem ao intervalo", em alusão a uma partida de futebol. Segundo Lauber, até agora, já foram coletados 11 terabytes de informação ligados ao caso.

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