ECONOMIA

Ex-funcionários e vereadores se mostraram frustrados com a Porcellanati

Foto: Cedida/Johnatan Cruz
20 Abr
12:32 2017
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Da redação
Os representantes dos servidores que não receberam seus direitos trabalhistas, bem como dos comerciantes e demais fornecedores, que também não receberam pelos serviços prestados ou por produtos vendidos, se mostraram frustrados com as informações da diretoria.

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Eles esperavam que o Grupo Itagrês conseguissem pagar a eles num prazo menor do que 12 meses, já que estão aguardando este pagamento desde julho de 2014. O presidente da Audiência pública, Alex Moacir, também se mostrou frustrado com o quadro.

Moacir esperava que os recursos para pagar os servidores fossem liberados logo. Mas o que ouviu da empresa é que será dentro do plano de recuperação judicial, o que segundo ele vai demorar muito para ser homologado e depois ainda haverá um prazo de 12 meses para pagar.

Ex-funcionários acompanharam os debates sobre a Porcelanatti das galerias da Câmara. Estavam representados na mesa pelo presidente do sindicato da categoria, José Ronaldo. Durante sua fala, Ronaldo deixou claro que os trabalhadores querem receber direitos adquiridos.

E destacou também: que se a fábrica for reabrir, não precisa contratar ceramistas especialistas de outras regiões. Segundo ele, em Mossoró já tem este profissional formado na própria Porcelanatti e inclusive está emprestando esta mão de obra para atuar em Goianinha (RN).

O vereador Raero Araújo, em seu jeito sincero, disse que não acredita que o pagamento dos servidores e também dos fornecedores saia tão cedo. Criticou o fato de uma empresa vir de fora e ter tudo nas mãos e rápido e as empresas de Mossoró serem tratada com descaso.

Citou o caso do Posto de Combustível de Ubirajara perto do Ving Rosado que está pronto há oito meses e não consegue a licença para começar a funcionar. Segundo ele, a Prefeitura de Mossoró deveria tornar este tipo de licenciamento mais rápido.

Os vereadores Genilson Alves, Rondinelli Carlos, Aline Couto, Maria das Malhes seguiram no mesmo raciocínio. Todos acharam inadmissível que a Porcelanatti tenha recebido tantos benefícios fiscais e empréstimos vultosos e não deu o retorno devido a Mossoró.
 

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