ECONOMIA

Comitiva solicita agilidade na venda de campos maduros terrestres do RN

Foto: Pólo Industrial de Guamaré/RN, onde é tratado todo o petróleo produzido no Estado - Valéria Lima
31 Ago
10:16 2018
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Da redação
A revitalização das atividades de exploração e produção de petróleo do Rio Grande do Norte começa a avançar com a mobilização da classe empresarial potiguar. Capitaneado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, representada pelo seu vice-presidente, Vilmar Pereira, o setor se reuniu na manhã desta quarta-feira (29), em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, para discutir alternativas à reestruturação do setor com a retirada dos investimentos da Petrobras.

 Participaram também da reunião, o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), o secretário de Petróleo e Gás do MME, João Vicente Vieira, o superintendente do SEBRAE-RN, Zeca Melo, o presidente da Redepetro-RN, Gutemberg Dias, e o empresário e membro da Redepetro, José Nilo.

No Rio Grande do Norte, 33 campos de petróleo terrestres da Bacia Potiguar (com parte no Ceará) deverão ser vendidos pela Petrobras, com o objetivo de ceder os direitos de exploração. O presidente da FIERN Amaro Sales de Araújo tem se empenhado para conseguir agilizar os processos e buscar soluções para reativar uma das principais atividades econômicas do Estado.

O setor de petróleo e gás responde por cerca de 40% do PIB industrial do Estado. “É fundamental que unamos forças e nos articulemos para que a atividade não sofra mais perdas e possa voltar a crescer no Estado”, afirma.



 A comitiva apresentou dois pleitos: a mediação do Ministério das Minas e Energia para dar celeridade a venda dos campos terrestres - e consequente cessão dos direitos de exploração -; e a retomada do programa do governo federal Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE). O Programa busca impulsionar a produção on shore nacional dos atuais 90 mil barris/dia para 500 mil barris/dia.

 A venda de ativos e campos da Petrobras, parte do programa de desinvestimentos, é uma oportunidade para que empresas independentes, que já atuam no setor, possam se organizar para assumir a exploração de poços maduros. Para isso, explica o superintendente da SEBRAE-RN, Zeca Melo, é necessário que seja definido quem vai operacionalizar os campos nestas áreas. 

 “O ministro se mostrou bastante sensibilizado com a situação no RN e se comprometeu a ver, junto a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o processo de vendas”, afirmou Melo. Uma reunião com representantes da ANP e a delegação do RN está prevista para este mês de setembro.

 A ideia é que as empresas possam voltar, a partir da venda dos campos, a operar nos poços do estado e com o Reate alavancar a produção do RN dos atuais 48 mil barris/dia, segundo dados da Redepetro, para o patamar de 11º mil barris/dia - média diária registrada antes do desinvestimento da estatal.

 Nos últimos anos, lembra o empresário e membro da Redepetro José Nilo, a cadeia produtiva do petróleo no RN vem sofrendo com a desativação gradual dos poços e a retirada de investimentos e venda de ativos da Petrobras. “Isso tem gerado um vazio na produção, porque o processo de vendas está estagnado com a retirada da Petrobras e sem que a outra empresa tenha assumido. A expectativa é que se agilize para termos a definição de quem vai operacionalizar e voltar a produzir”, afirma Nilo.

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