29 OUT 2020 | ATUALIZADO 00:19
POLÍCIA
Da redação
14/10/2016 12:27
Atualizado
13/12/2018 09:01

Delegado diz que criaram perfis fakes para atrapalhar investigações do caso Valéria Patrícia

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José Vieira explicou que as investigações estão a todo vapor e que duas linhas de investigação estão sendo trabalhadas: latrocínio e crime passional. Nove policiais e três chefes de investigação estão atuando no inquérito.
Imagem 1 -  Delegado diz que criaram perfis fakes para atrapalhar investigações do caso Valéria Patrícia
Arquivo Mossoró Hoje
Há pouco mais de um mês da estudante Valéria Patrícia Bezerra, 20 anos, ser encontrada morta em um matagal, em Mossoró, o delegado José Vieira falou nesta sexta-feira, 14, sobre o caso à imprensa. 

Um dos pontos citados pelo delegado, titular da Delegacia de Defraudações, é que vários perfis fakes no Facebook foram feitos com o intuito de atrapalhar as investigações. Agora, o caso segue em segredo de justiça, para que não haja mais interferências.

"No início, como estava muita aberta a investigação, estava tendo muito boato, muita especulação e estava até atrapalhando, inclusive, foi criado até 'fakes' de perfis em rede sociais, inclusive meu também, dizendo que eu estava passando informação, mas na verdade era tudo 'fake', estão começaram a passar informações erradas, tumultando a investigação, por isso pedimos segredo de justiça", explicou o delegado. 

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Diante da situação, o delegado esclareceu que as investigações agoram correm normalmente. A Polícia trabalha com a possibilidade de crime passional ou latrocínio comum. "As duas hipóteses estão caminhando juntas", destacou. 

Ao todo, nove policiais e três chefes de investigação estão atuando no inquérito. Além dos delegados José Vieira (DEDF) e Rafael Arrais, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

"Mesmo com o pouco pessoal que nós temos estamos dando toda a atenção possível para o caso. Não podemos dar mais detalhes justamente para não atrapalhar o desenrolar da investigação", frisou Vieira. 

Segundo José Vieira, para fazer algumas perícias necessárias, foram preciso alguns materiais no ITEP de Natal. 

Vieira frisa que o local do crime dificultou bastante a investigação por ser um lugar afastado da cidade e sem movimentação de pessoas. 

"A dificuldade é só o local e algumas, que é um local muito 'erro', e ausência de outros elemetos de convicção para chegar, mas as investigações estão a todo vapor", conclui. 


O CASO: Corpo de Valéria Patrícia é encontrado em matagal em Mossoró

A manicure e estudante de Enfermagem, Valéria Patrícia desapareceu no dia 11 de setembro quando saiu de casa, no Planalto 13 de Maio, para ir até sua nova casa no bairro Bom Jesus . 

No dia 15 de setembro, o corpo da jovem foi encontrado com marcas de tiros e em decomposição em uma matagal nas proximidades da BR-110. 

Desde o ocorrido, o pai e marido de Valéria procuravam pela jovem. Até moradores se mobilizaram. 

Inicialmente, o perito do ITEP, Joaquim Guimarães, acreditava que a jovem tinha tido o pescoço quebrado. Mas, um exame de DNA feito posteriormente revelou que a jovem sofreu um tiro na cabeça. 


 

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