Vavá Martinho, que se apresentava como Rato no mundo do crime, importava grandes quantidades de drogas da Bolívia para o Brasil, e entregava a Nem do Abolição, que, por sua vez, repassava no atacado para traficantes ligados a uma facção do Rio Grande do Norte. A movimentação era tão intensa, que de 2017 a 2021, quando a quadrilha foi desbaratada, movimentaram mais de R$ 190 milhões, através de empresas de "fachada" e "laranjas". Apesar do imenso conjunto probatório, Vavá pegou apenas 4 anos e 8 meses de prisão e Nem do Abolição foi sentenciado a 10 anos e 10 meses. A sentença cabe recurso.