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EDUCAÇÃO
COM INFORMAÇÕES DO G1
20/03/2019 11:30
Atualizado
20/03/2019 13:00

Comissão criada pelo governo irá avaliar e “readequar” questões do ENEM

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Decreto publicado pelo INEP, no DOU desta terça-feira (19), cria uma comissão para fazer uma "leitura transversal" das questões que compõem o banco de itens do ENEM e “verificar a sua pertinência com a realidade social”.
Imagem 1 -  Em decreto publicado no DOU desta terça-feira (19), o Inep cria uma comissão para fazer uma "leitura transversal" das questões que compõem o banco de itens do ENEM e “verificar a sua pertinência com a realidade social”. O Enem é realizado desde 1998 pelo Inep e em 2009 se transformou em um exame para ser usado como acesso ao ensino superior.
Em decreto publicado no DOU desta terça-feira (19), o Inep cria uma comissão para fazer uma "leitura transversal" das questões que compõem o banco de itens do ENEM e “verificar a sua pertinência com a realidade social”. O Enem é realizado desde 1998 pelo Inep e em 2009 se transformou em um exame para ser usado como acesso ao ensino superior.
FOTO: DIVULGAÇÃO

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) criou uma comissão para fazer uma "leitura transversal" das questões que compõem o Banco Nacional de Itens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O objetivo, segundo o Inep, é "verificar a sua pertinência com a realidade social". O resultado do trabalho não será divulgado. De acordo com o documento, "a leitura transversal é uma etapa técnica de revisão de itens".

Em nota, o Inep informou que nenhum item será descartado já que o processo de elaboração das questões é "longo e oneroso". Ainda de acordo com o Inep, as questões consideradas "dissonantes" serão "separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso".

O G1 entrou em contato com o Inep para saber que tipo de pergunta ou conteúdo estaria sendo buscado na leitura transversal e a que tipo de realidade social o Inep se refere quando fala em verificar "pertinência com a realidade social".

O instituto encaminhou um posicionamento e informou que não poderia esclarecer nada além do que constava no documento, publicado nesta terça-feira (19), no Diário Oficial da União (DOU). Leia o documento AQUI

COMISSÃO

Três pessoas foram destacadas para trabalhar na leitura dos itens: Marco Antônio Barroso Faria (secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC), Antônio Maurício Castanheira das Neves (diretor de estudos educacionais do Inep) e Gilberto Callado de Oliveira (procurador de justiça de Santa Cataria, representante da sociedade civil).

Eles terão dez dias, a partir desta quarta, para concluir a avaliação e emitir uma recomendação sobre o uso ou não dos itens na montagem do exame.

Depois, o diretor da Avaliação Básica fará outro parecer sobre as considerações da comissão. A decisão final ficará a cargo do presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues.

Segundo a portaria, "todas as atividades serão realizadas em Ambiente Físico Integrado Seguro (AFIS) do Inep", que fica em Brasília, dentro da sede do Inep. Eles assinarão um termo de confidencialidade e sigilo.

CRÍTICAS AO ENEM

Em 2018, Jair Bolsonaro criticou uma questão de linguagens do Enem que falava sobre o pajubá, um conjunto de expressões associadas aos gays e travestis e disse que iria "tomar conhecimento da prova antes".


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