23 JUL 2019 | ATUALIZADO 09:01
ECONOMIA

Frustração com Bolsonaro cria consenso sobre ano perdido na economia

Reportagem de Flavia Lima e Ivan Martínez-Vargas no jornal Folha de S.Paulo aponta que a expectativa geral dos economistas e empresários é de um "crescimento medíocre ou frustrante". Todos temem os riscos ligados à política econômica
DA REDAÇÃO
22/04/2019 15:08
Atualizado
22/04/2019 15:45
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Frustração com governo Bolsonaro cria consenso sobre ano perdido na economia
O ambiente de incerteza e crise política criado pela incapacidade política do governo Bolsonaro e sua crescente perda de apoio está levando o setor empresarial brasileiro a uma certeza: o ano está perdido
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O ambiente de incerteza e crise política criado pela incapacidade política do governo e sua crescente perda de apoio está levando o setor empresarial brasileiro a uma certeza: o ano está perdido para a economia e a expectativa de crescimento é cada vez menor.Especialistas consideram que a economia brasileira caminha para registrar mais um ano perdido. O crescimento ficará próximo de 1%, indicam especialistas e as previsões feitas por instituições financeiras nas últimas semanas.

Reportagem de Flavia Lima e Ivan Martínez-Vargas no jornal Folha de S.Paulo aponta que a expectativa geral dos econommistas e empresário é de um "crescimento medíocre ou frustrante". Todos temem os riscos ligados à política econômica.

"Qualquer crescimento mais próximo de 1% representa um ano perdido e traz uma sensação muito próxima ao de uma parada súbita", diz Silvia Matos, pesquisadora do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas.

A pesquisadora, que também é coordenadora do boletim de macroeconomia da instituição, prevê crescimento econômico entre 1,5% e 2% em 2019, mas avisa: o risco é para baixo. Segundo a economista, crescer 1% em 2018 foi compreensível, considerando a baixa popularidade de Michel Temer, a paralisação dos caminhoneiros, o mau humor externo em relação aos emergentes e o turbulento processo eleitoral. “Repetir isso em 2019 é inaceitável. Não há o que culpar.” Os indicadores econômicos já conhecidos não são bons.


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