06 JUN 2020 | ATUALIZADO 16:10
ESTADO
G1 RN
13/05/2019 16:23
Atualizado
13/05/2019 16:26

Pesquisa quer traçar padrões da cocaína apreendida no RN para chegar aos traficantes

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Após duas operações que apreenderam 3,3 toneladas de cocaína no Porto de Natal, a Polícia Federal informou em fevereiro que a capital potiguar é ponto de partida de uma rota do tráfico internacional de drogas
Imagem 1 -  Uma pesquisa científica que ainda está andamento quer identificar adulterantes presentes na cocaína apreendida no Rio Grande do Norte, para estabelecer padrões e auxiliar nas investigações sobre a rota do tráfico de drogas
Uma pesquisa científica que ainda está andamento quer identificar adulterantes presentes na cocaína apreendida no Rio Grande do Norte, para estabelecer padrões e auxiliar nas investigações sobre a rota do tráfico de drogas
G1 RN

Uma pesquisa científica que ainda está andamento quer identificar adulterantes presentes na cocaína apreendida no Rio Grande do Norte, para estabelecer padrões e auxiliar nas investigações sobre a rota do tráfico de drogas. O estudo é do Núcleo de Laboratório Central de Perícias Forenses do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN).

Após duas operações que apreenderam 3,3 toneladas de cocaína no Porto de Natal, a Polícia Federal informou em fevereiro que a capital potiguar é ponto de partida de uma rota do tráfico internacional de drogas. Somando este total às 2,4 toneladas de cocaína apreendidas já na Holanda dias depois, o volume passou de 10 toneladas em menos de 4 meses.

Segundo a perita criminal do ITEP Karine Coradini, autora da pesquisa, o conteúdo dessas drogas é diversificado. “A cocaína não é comercializada nem traficada na forma pura (100% cocaína). A ela são adicionadas substâncias adulterantes ou diluentes, que diminuem a concentração de cocaína, tais como cafeína, lidocaína, bicarbonato de sódio, entre outros”, explica.

Ainda de acordo com a perita, adulterantes são definidos como aditivos que promovem uma potencialização dos efeitos, aumento do volume ou aumento da toxicidade do entorpecente. Já os diluentes são materiais inativos adicionados que reduzem o efeito desejado ou o custo financeiro de produção.

“O tráfico de drogas possui um caráter internacional, logo, a realização de intercâmbio de dados entre as autoridades responsáveis em nível nacional, regional e internacional torna-se fundamental”, defende.

DNA da coca

Em entrevista ao G1 no mês de fevereiro passado, o delegado federal Agostinho Cascardo, da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte, revelou que, pelo DNA da coca, foi possível descobrir que a cocaína que chega ao Rio Grande do Norte para depois ser consumida na Europa é produzida na Colômbia, Peru e Bolívia. Porém, o delegado preferiu não traçar um percurso específico percorrido pela droga antes de chegar a Natal.


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