19 MAI 2019 | ATUALIZADO 09:00
ESTADO

Pesquisa quer traçar padrões da cocaína apreendida no RN para chegar aos traficantes

Após duas operações que apreenderam 3,3 toneladas de cocaína no Porto de Natal, a Polícia Federal informou em fevereiro que a capital potiguar é ponto de partida de uma rota do tráfico internacional de drogas
G1 RN
13/05/2019 16:23
Atualizado
13/05/2019 16:26
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Pesquisa traça padrões da cocaína apreendida para chegar aos traficantes
Uma pesquisa científica que ainda está andamento quer identificar adulterantes presentes na cocaína apreendida no Rio Grande do Norte, para estabelecer padrões e auxiliar nas investigações sobre a rota do tráfico de drogas
G1 RN

Uma pesquisa científica que ainda está andamento quer identificar adulterantes presentes na cocaína apreendida no Rio Grande do Norte, para estabelecer padrões e auxiliar nas investigações sobre a rota do tráfico de drogas. O estudo é do Núcleo de Laboratório Central de Perícias Forenses do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN).

Após duas operações que apreenderam 3,3 toneladas de cocaína no Porto de Natal, a Polícia Federal informou em fevereiro que a capital potiguar é ponto de partida de uma rota do tráfico internacional de drogas. Somando este total às 2,4 toneladas de cocaína apreendidas já na Holanda dias depois, o volume passou de 10 toneladas em menos de 4 meses.

Segundo a perita criminal do ITEP Karine Coradini, autora da pesquisa, o conteúdo dessas drogas é diversificado. “A cocaína não é comercializada nem traficada na forma pura (100% cocaína). A ela são adicionadas substâncias adulterantes ou diluentes, que diminuem a concentração de cocaína, tais como cafeína, lidocaína, bicarbonato de sódio, entre outros”, explica.

Ainda de acordo com a perita, adulterantes são definidos como aditivos que promovem uma potencialização dos efeitos, aumento do volume ou aumento da toxicidade do entorpecente. Já os diluentes são materiais inativos adicionados que reduzem o efeito desejado ou o custo financeiro de produção.

“O tráfico de drogas possui um caráter internacional, logo, a realização de intercâmbio de dados entre as autoridades responsáveis em nível nacional, regional e internacional torna-se fundamental”, defende.

DNA da coca

Em entrevista ao G1 no mês de fevereiro passado, o delegado federal Agostinho Cascardo, da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte, revelou que, pelo DNA da coca, foi possível descobrir que a cocaína que chega ao Rio Grande do Norte para depois ser consumida na Europa é produzida na Colômbia, Peru e Bolívia. Porém, o delegado preferiu não traçar um percurso específico percorrido pela droga antes de chegar a Natal.


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