21 AGO 2019 | ATUALIZADO 09:45
POLÍCIA

Acusado de atirar na boca da ex volta ao banco dos réus em Mossoró/RN

Julgamento deve iniciar às 8 horas desta quarta-feira, no Fórum Municipal; No primeiro júri, o réu chegou a ser condenado por ameaça, porte ilegal, mas ao invés de ser condenado por tentativa de homicídio, o júri considerou que o crime foi de lesão corporal
11/06/2019 21:13
Atualizado
11/06/2019 21:27
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Acusado de atirar na boca da ex volta ao banco dos réus em Mossoró/RN
Julgamento deve iniciar às 8 horas desta quarta-feira, no Fórum Municipal; No primeiro júri, o réu chegou a ser condenado por ameaça, porte ilegal, mas ao invés de ser condenado por tentativa de homicídio, o júri considerou que o crime foi de lesão corporal

Nesta quarta-feira, dia 12, o Tribunal do Júri Popular (TJP) volta a se reunir no Fórum Municipal, para julgar, novamente, o vigilante Francisco Cardoso Marcondes da Silva, de 41 anos, acusado de tentar matar a ex mulher Dulcicleide Filgueira de Aquino, às 19h do dia 25 de setembro de 2017, no bairro Planalto 13 de Maio, em Mossoró/RN. 

No primeiro julgamento deste processo, ocorrido no dia 16 de maio de 2018, Marcondes foi absolvido do crime de tentativa de homicídio qualificado, contrariando as provas no processo que mostrando que o réu atirou na boca da vítima e a bala saiu no pescoço, os jurados, por maioria, entenderam que se tratava apenas de uma lesão corporal.

Neste mesmo julgamento, o réu restou condenado por ameaça e porte ilegal de arma de fogo. Somando as penas, ficou em pouco mais de seis anos em regime semi aberto. 

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A decisão dos sete jurados deixou a todos sem entender as razões, pois não havia como o tiro na boca, que saiu pelo pescoço, ser considerado apenas lesão corporal. 

A vítima Dulicleide Filgueira disse que os sete membros do Conselho de Sentença inocentaram um monstro. Com a absolvição do ex marido que quase a matou, ela disse que teme pela própria vida, considerando que quando ele bebe, perde o controle.

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Os promotores de Italo Moreira Martins e Armando Lúcio Ribeiro, com atuação no Tribunal do Júri Popular, disseram que o resultado foi muito injusto e que haviam provas suficientes para que o réu fosse condenado por tentativa de homicídio em sua forma qualificada. 

As pessoas costumam dizer que a Polícia prende e a Justiça Solta. Neste caso, foi a Justiça manda prender e a sociedade manda soltar, diz o promotor Italo Moreira.

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Diante das provas, o Juri foi anulado e nesta quarta-feira, a partir das 8 horas, um novo Conselho de Sentença será formado para julgar o réu Marcondes novamente. 

Está previsto de atuar na acusação o promotor de Justiça Hermínio Sousa Perez Junior e na defesa do réu o advogado Adrikson Holanda Alves.

Os trabalhos serão presididos pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros.


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