21 SET 2019 | ATUALIZADO 13:00
VARIEDADES

Aniversário do hip-hop é celebrado nesta quarta-feira em Mossoró

Evento será celebrado com a última etapa do Slam Mossoró e apresentação acadêmica e artística do jornalista Carlos Guerra Júnior
14/08/2019 15:31
Atualizado
14/08/2019 15:31
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FOTO: ALEXANDRE PAIXÃO

Nesta quarta-feira (14), a parti das 19h, será realizado, em Mossoró, um evento cultural em comemoração ao aniversário do hip-hop.

O evento será realizado no auditório Eliseu Ventania, na Estação das Artes, onde também acontece a última classificatória municipal para o Slam RN, o campeonato estadual de poesia e perfomance, que acontece em outubro, em Mossoró.

A noite também contará com uma palestra e apresentação artística de Carlos Guerra Júnior (a.k.a Mossoró Rapentista), que está em processo de finalização de tese de doutoramento sobre o rap em quatro países de língua oficial portuguesa – Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

A entrada, bem como a inscrição para a classificatória do Slam (que será realizada na hora), são gratuitas.


O HIP-HOP

“O hip-hop é o movimento cultural de resistência negra mais importante do mundo atualmente”. Essa afirmação é do professor de cultura popular da Duke University, dos Estados Unidos, Mark Anthony Neal.

O aniversário dessa cultura é celebrado em várias partes do mundo, como uma forma de enaltecer o empoderamento da juventude negra e periférica, que esse movimento cultural possibilita.

O pesquisador explica que, apesar da sua origem nos Estados Unidos, o rap não pode ser considerado um produto essencialmente estadunidense.

“O rap, desde o seu nascimento, bebe da cultura oral africana, dos sábios mensageiros da África Ocidental, os chamados griots, que transmitiam histórias pelo passa palavra. Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, o realizador da primeira festa é jamaicano, e tinha muita influência africana no seu repertório”, explica o pesquisador.

Carlos Guerra utiliza o nome artístico Mossoró “Rapentista”, justamente para demarcar uma mistura de rap com repente e mostrar a identidade nordestina.

Ele já se apresentou, levando essa identidade nordestina, em países como Bélgica, Moçambique, Portugal e Hungria, além de ter se apresentado em São Paulo. Apesar de ser mossoroense, é apenas a segunda apresentação dele na cidade como artista.


A COMPETIÇÃO “SLAM”

O slam é uma competição de poesia e performance, de textos autorais, que não pode haver utilização de instrumentos ou qualquer acessório. Cada participante tem apenas o microfone como elemento para transmitir os textos, que devem ter até três minutos.

Cinco jurados são escolhidos aleatoriamente na plateia e cortam-se a maior e a menor nota, para garantir o equilíbrio na distribuição das notas.

Cada etapa acontece com três eliminatórias, até ser escolhido/a o/a campeã/o da noite, que garante vaga no Slam RN.

Na etapa desta quarta-feira (14), haverá uma premiação extra de uma antologia da Casa dos Estudantes do Império (Angola & São Tomé e Príncipe). Esse livro é referente a uma série de poesias anti-coloniais escritas por poetas e poetisas dessas duas antigas colônias portuguesas enquanto estudavam na antiga metrópole.


Notas

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