21 SET 2019 | ATUALIZADO 14:25
ECONOMIA

RN inicia produção de "fruta dragão" a partir do município de Baraúna

Mais conhecida como Pitaya a plantação da fruta surgiu como uma alternativa para o agronegócio devido ao período de seca, já que ela não exige muitos cuidados e necessita de pouca água para se desenvolver; saiba mais sobre o plantio de Pitaya e seus benefícios.
ANNA PAULA BRITO
04/09/2019 15:23
Atualizado
04/09/2019 15:44
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Imagem 1 -  A cidade de Baraúna já possui cerca de 10 hectares cultivados da fruta e o agrônomo Ricardo Soares, responsável pela distribuição das mudas, já recebeu encomendas para outras cidade do RN e do Ceará.
A cidade de Baraúna já possui cerca de 10 hectares cultivados da fruta e o agrônomo Ricardo Soares, responsável pela distribuição das mudas, já recebeu encomendas para outras cidade do RN e do Ceará.
FOTO: CEDIDA

Originária do México, com cerca de 10 a 20 cm de diâmetro e um sabor suave que lembra uma mistura de kiwi com melão, a Pitaya, também conhecida como Fruta Dragão, caiu no gosto dos consumidores e se popularizou no Brasil.

A princípio, a cultura da Pitaya foi difundida no estado de São Paulo, onde hoje é uma das principais fontes de renda do agronegócio. Por ser uma planta da família das cactáceas, elas se adaptou perfeitamente à região Nordeste, com seu clima quente e semiárido.

No Rio Grande do Norte, a produção da Pitaya vem crescendo a partir do município de Baraúna, onde o agrónomo Ricardo Soares iniciou a produção e o plantio da fruta. Hoje, a cidade já conta com cerca de 10 hectares produtivos.


Segundo ele, a planta que dá origem a fruta não exige grandes cuidados com solo, irrigação ou nutrição. “É uma planta que se adapta muito fácil e exige pouco cuidado”, explica.

Ricardo contou que a ideia de cultivar a Fruta-Dragão aqui na região surgiu a partir da falta de inverno, com um longo período de seca enfrentado no estado.

“As chuvas dos últimos anos não foram suficientes para abastecer os nossos reservatórios. Baraúna, por exemplo, praticamente 80% dos poços da cidade tiveram suas reservas de água chegando a zero e muito produtores da cidade reclamam que, ainda hoje, o nível de água dos poços está muito baixo. Então quem vive do agronegócio teve que pensar em uma alternativa de cultura que se adaptasse a nossa realidade”, contou Ricardo.

Além de fornecer as mudas para o plantio, o agrônomo também cuida de todas a preparação do solo para o desenvolvimento da plantação.

Ele conta que o cultivo da Pitaya na cidade ainda está no início, com poucas áreas plantadas, mas que o projeto está em expansão, não apenas em Baraúna, mas também para municípios próximos, no Rio Grande do Norte e até no Ceará.

“Até o início do ano eu havia recebido pedidos apenas para o município de Baraúna, mas a partir de junho recebi encomendas de cidades como Mossoró, Areia Branca, Grossos e Serra do Mel, no RN, e para as cidades de Aracati e Russas, no Ceará”, disse Ricardo.

Ricardo explicou que está produzindo as mudas da fruta em grande escala e que, de acordo com a demanda, acredita que até 2020 a Pitaya esteja sendo cultivada em cerca 50 hectares na região de divisas entre o RN e o Ceará.

Apesar do tempo gasto para iniciar a produção, que leva cerca de 6 meses a um ano para começar a dar frutos, a Pitaya garante uma rentabilidade alta aos produtores, visto que o kg dela custa, em média, de R$ 20,00 a R$ 25,00.

“Com os hectares que temos hoje, de acordo com os meus estudos, estão sendo produzidos cerca de 70 toneladas de Pitaya por hectare. E é uma cultura que traz bastante rentabilidade, porque uma única fruta chega a pesar quase uma kg e quando a planta começa a dar frutos, ela passar a produzir direto”, explicou.

BENEFÍCIOS DA PITAYA

Além de ser deliciosa, a Pitaya ainda possui uma série de benefícios para a saúde. A pitaya concentra poucas calorias e, apesar de doce.

Além de ser magrinha, com baixas calorias, a fruta concentra substâncias reconhecidamente benéficas à manutenção da saúde. É o caso dos flavonóides, considerados antioxidantes. Isso quer dizer que eles minimizam os danos provocados por radicais livres a nossas células.

Apesar de ser docinha, o que atrai o gosto dos consumidores, a Pitaya não é um alimento rico em açúcar.

Outro benefício é que ela tem um bom aporte de fibras, que auxiliam na redução do colesterol e, claro, ajudam o intestino a funcionar direitinho.

Quanto ao sistema imunológico, a presença de vitamina C e de zinco são responsáveis por fazer dessa fruta uma aliada no reforço contra doença nessa área.

Suas sementes também são ricas em ácido graxo essenciais como o ômega 3, que ajuda no combate a doenças cardiovasculares.

Por fim, a Pitaya ainda ajuda a combater a anemia e a osteoporose, por conter vitaminas e minerais importantes como ferro, fósforo, vitaminas B, C e E.


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