29 FEV 2020 | ATUALIZADO 19:09
NACIONAL

Manchas de óleo voltam a aparecer em 3 praias no litoral do Ceará

Especialista acreditam que o óleo esteja sendo trazido para a costa devido a ressaca do mar, comum nesta época do ano. Rivelino Cavalcante, professor do Labomar da UFC, aposta em quantidade ainda significativa do óleo no fundo do oceano.
COM INFORMAÇÕES DE O POVO
30/12/2019 15:44
Atualizado
30/12/2019 15:44
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FOTO: REPRODUÇÃO/WHATSAPP

Novos vestígios de óleo foram encontrados no Litoral Oeste do Ceará. Manchas apareceram novamente nas praias de Apiques, no município de Itapipoca, distante 139,9 quilômetros de Fortaleza, em Caetanos de Cima e em Caetanos de Baixo, na cidade de Amontada, a 174,4 km da Capital.

Evento extremo de ressaca no fundo do oceano pode ter influenciado a chegada de mais petróleo na costa cearense.

A Marinha do Brasil enviou dois agentes de inspeção naval às praias de Amontada para retirada do material. Populares realizaram mutirão de limpeza na tarde desta segunda-feira, 30.

De acordo com relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), referente às localidades atingidas, na última semana, entre 21 a 27 de dezembro, pelo menos três praias do litoral cearense estavam até 10% contaminadas com o óleo.

Essas praias são a Praia do Futuro, em Fortaleza, o Pontal de Maceió, em Fortim, e a praia de Lagoinha, em Paraipaba.

Outros 38 pontos, que registraram alguma aparição desde 2 de setembro, quando houve os primeiros registros do material na costa nordestina, estão limpos e não apresentam resíduos.

Rivelino Cavalcante, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), aposta em quantidade ainda significativa do óleo no fundo do oceano.

“Como o material está há muito tempo, era para estar mais decomposto. Em um nível de micropartículas ou até molecular. Em tamanho difícil de ver a olho nu”, avalia.

Ele comenta que o resíduo está sendo remobilizado no oceano devido à ressaca do mar, comum para este período do ano.

“Ele fica no fundo por conta do carbonato. Depois, com esse evento extremo de ressaca, ele suspende e tende a reaparecer. O material não está na coluna d'água”, posiciona Rivelino.

Até sexta-feira (27), data do mais recente levantamento do Ibama, foram 980 pontos atingidos pelas manchas de óleo. A contaminação atingiu todos os nove estados do Nordeste, além de praias do Espírito Santo e Rio de Janeiro.


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