21 FEV 2020 | ATUALIZADO 22:16
POLÍCIA

MP oferece novas denúncias em caso de doação irregular de terrenos em Jucurutu

Até o momento, o Ministério Público do RN já ofereceu 9 denúncias fruto da Operação Cabresto, deflagrada em dezembro de 2019, para apurar a doação irregular de 616 terrenos para eleitores, visando a reeleição do ex-prefeito George Retlen Costa Queiroz.
12/02/2020 16:24
Atualizado
12/02/2020 16:27
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FOTO: REPRODUÇÃO

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu hoje (12), mais três denúncias contra os envolvidos em crimes de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no esquema de doação de terrenos públicos a eleitores no Município de Jucurutu.

Dessa vez, foram denunciados três vereadores, incluindo o Presidente da Câmara de Vereadores do Município.

O MPRN já havia oferecido outras seis denúncias contra o grupo, fruto da operação Cabresto, deflagrada em dezembro de 2019. Ao todo, o Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Jucurutu, ofereceu até o momento nove denúncias.

Além de servidores, parlamentares e antigos gestores do Município de Jucurutu, foram denunciados supostos “laranjas” que tiveram seus nomes usados pelo grupo para transferência ilegal da posse de terrenos doados pela Prefeitura de Jucurutu entre os anos 2013 a 2016.

Veja mais:

Jucurutu: MP denuncia prefeito que tentou se reeleger doando 616 terrenos

MPRN oferece outras três denúncias contra o ex-prefeito George Retlen


RELEMBRE O CASO

A operação Cabresto foi deflagrada em dezembro de 2019 para apurar a doação irregular de terrenos pela Prefeitura de Jucurutu para fins eleitoreiros.

A ação visou descortinar um esquema delituoso instalado na prefeitura, onde o ex-prefeito teria montado uma “central de doação de imóveis”, concedendo direitos reais de uso de 616 terrenos para inúmeras pessoas, sem observância do procedimento legal, sem verificação de alguma carência dos favorecidos, sem manifestação jurídica, sem publicidade e sem autorização do poder legislativo.

Desse total, 487 bens públicos foram “doados” a particulares nas proximidades da eleição municipal de 2016, época em que ex-gestor foi candidato à reeleição.

Ao todo, os bens desviados pelos integrantes do grupo criminoso foram avaliados em R$ 4.546.080,00, com determinação de sequestro de tal valor pelo Juízo da 27ª Zona Eleitoral.

Além do sequestro dos bens, foram cumpridos nas residências de todos os investigados e na sede de uma empresa, 11 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Jucurutu e Natal.


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