07 JUN 2020 | ATUALIZADO 16:10
MOSSORÓ
ANNA PAULA BRITO
08/05/2020 11:36
Atualizado
08/05/2020 11:38

Artistas de circo mexicano parado em Mossoró pedem ajuda para enfrentar crise

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O circo Hermano Suares estava em turnê na cidade quando foi obrigado a fechar as portas devido a pandemia do novo coronavírus. Composto por artistas de várias nacionalidades, cerca de 50 trabalhadores não conseguiu retornar aos seus países e pede doações para sobreviver.
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FOTO: REPRODUÇÃO

O Circo Hermano Suares, de origem mexicana, que está com sua estrutura montada na Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró, fechou as portas logo no início do decreto de isolamento social.

Fazia apenas 3 semanas que a companhia havia chegado à cidade quando a crise causada pelo novo coronavírus passou a afetar o Brasil. Esta é a primeira vez que o circo está no Brasil e realizaria uma turnê de cerca de 3 anos pelo país.

Sem poder realizar espetáculos, os artistas ficaram sem ter de onde tirar dinheiro para sobreviver.

O MOSSORÓ HOJE conversou com o apresentador do circo, o brasileiro Jean Carlos Bassani, que explicou as dificuldades que os artistas que permanecem na cidade estão enfrentando.

Ele diz que, no momento, tem cerca de 50 pessoas espalhadas entre as cidade de Mossoró e Tibau. Explica que a direção do circo se propôs a alugar casas para eles ficarem, mas que as demais despesas, como alimentação e manutenção do local, são todas por conta deles.

Bassani conta que no circo há artistas de diversas nacionalidade e que muito deles não conseguiram retornar aos seus países de origem devido ao fechamento dos aeroportos.

“Não tem como sair porque a maioria das fronteira estão fechadas e também tem a questão de comprar passagem que está muito difícil também. Nós estávamos aqui nessa casa, em Tibau, em 10 pessoas, aí os mariachis, músicos do circo, conseguiram ir embora, quando começou a epidemia eles conseguiram ir embora, pegar o aeroporto aberto e conseguiram voltar para o país, então ficaram 5 pessoas aqui nessa casa”, diz.

Ele explica que, no momento, estão sobrevivendo com o pouco de dinheiro que ainda restou do último pagamento, que receberam no início de março.

“Estamos sobrevivendo do dinheiro que a gente tem e não tem. A gente em circo não recebe por mês, recebe por semana, e sendo assim, nós recebemos em um domingo e na terça-feira tivemos uma reunião e o dono do circo avisou que o circo ia fechar e, sendo assim, quem tinha dinheiro tá se mantendo, os que não tinha eu não sei o que está fazendo”, fala.

Jean Carlos pede ajuda da população com doações de alimentos e itens de higiene pessoal. Ele diz que uma parte deles ainda não está passando fome, mas que está adiantando o pedido de ajuda para que essa situação não venha a acontecer.

O artista ainda lembra que a direção do circo está promovendo uma vakinha virtual para arrecadar dinheiro para manter o aluguel das residências onde a equipe está abrigada.

As doações de alimentos e itens de higiene pessoal podem ser realizadas na Estação das Artes, em Mossoró, onde está montado o circo, das 10h às 22h, ou na cidade de Tibau, onde está uma parte dos artistas.

Os interessados em ajudar podem entrar em contato com a equipe pelo número (85) 988231990 ou realizar doações em dinheiro por meio da vaquinha Ajuda ao Circo Hermanos Suarez. Doe clicando AQUI

Jean Carlos diz que sabe que o povo brasileiro é, acima de tudo, muito generoso e disposto a ajudar e, assim como eles estão precisando agora, no momento em que estiverem abastecidos e perceberem que podem ajudar outras pessoas, também farão o mesmo.


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