12 AGO 2020 | ATUALIZADO 22:24
MOSSORÓ
13/06/2020 08:50
Atualizado
13/06/2020 13:15

Rosalba quer aval da Câmara para não pagar calote de 139 milhões a previ

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Depois que mais que duplicou o rombo na Previ, com vários parcelamentos sem pagar, a prefeita Rosalba pede que os vereadores autorize ela suspender os repasses a Previ. O Projeto de Lei, que está a Câmara, é motivo de protestos da professora Marleide Cunha
Imagem 1 -  Depois que mais que duplicou o rombo na Previ, com vários parcelamentos sem pagar, a prefeita Rosalba pede que os vereadores autorize ela suspender os repasses a Previ. O Projeto de Lei, que está a Câmara, é motivo de protestos da professora Marleide Cunha
Depois que mais que duplicou o rombo na Previ, com vários parcelamentos sem pagar, a prefeita Rosalba pede que os vereadores autorize ela suspender os repasses a Previ. O Projeto de Lei, que está a Câmara, é motivo de protestos da professora Marleide Cunha

O rombo na Previ Mossoró dobrou de 2017 a 2020, durante a gestão de Rosalba Ciarlini, que agora quer que os vereadores aprovem um projeto de lei que autoriza ela a não pagar os vários parcelamentos que ela mesma fez e não está pagando e suspender os repasses do Executivo a Previ.

A informação é da professora Marleide Cunha, ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, em entrevista exclusiva ao MOSSORO HOJE. “Rosalba está querendo que a Câmara oficialize o calote que ela já vem dando na Previ durante o governo”, diz Marleide.

Dívida da Prefeitura de Mossoró com a Previ.

A Previ Mossoró foi criada em dezembro de 2011, sob o protestos dos servidores públicos municipais na época que temiam que o Poder Executivo fizesse exatamente o que está fazendo agora. 

Em pouco tempo, já começou os calotes na Previ.

O percentual que o Poder Executivo devia repassar, referente ao Patronal, é mais o menos R$ 1,8 milhão. Do servidor é descontado algo em torno de R$ 1,35 milhão  para Previ.

Ao assumir, em 2017, Rosalba Ciarlini parcelou, com aval da Câmara Municipal, o valor devido a Previ pela Prefeitura em 200 vezes seis vezes. Não pagou o parcelamento.

Em 2018 fez outros parcelamentos dos valores que não pagou a Previ novamente com o aval da Câmara e novamente não pagou. No início de 2020 parcelou de novo e só pagou a primeira pacerla.

Somando tudo que é devido, chega-se a 139.934.943,93. Com o novo projeto que já está na Câmara, Marleide Cunha acredita que sepulta a Previ Mossoró. "Não existe qualquer justificativa plausível", diz.


Rosalba quebrou o IPERN

A então governadora Rosalba Ciarlini assumiu o Governo do Estado em 2011 e encontrou um rombo mensal no IPERN de 4 milhões e entregou, quando concluiu o governo em 2014, com rombo de quase 40 milhões/mês. 

O então governadora Robinson Faria assumiu e quando saiu do governo, em 2018, já não havia mais nada nos cofres do IPERN além de um débito na casa de R$ 1,36 bilhão no IPERN.

A então Governadora Rosalba Ciarlini deu o pontapé inicial para afundar o IPERN, comprometendo assim o futuro dos servidores do Estado e agora a prefeita Rosalba Ciarlini já preparou, em forma de projeto de Lei, a ferramenta para quebrar a Previ Mossoró, que foi criada há 9 anos.

Marleide Cunha faz apelo aos vereadores da bancada governista (grande maioria) para que não aprovem este projeto de lei, pois é o futuro dos servidores municipais de Mossoró, com a desculpa da pandemia, pois segundo ela, o Governo Federal repassou recursos para este fim.

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