03 AGO 2020 | ATUALIZADO 18:30
ESTADO
ANNA PAULA BRITO
03/07/2020 09:23
Atualizado
03/07/2020 09:23

Comitê do Nordeste diz que não entende critérios usados para flexibilização no RN

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Nesta quinta-feira (2) o Comitê Científico do Consórcio Nordeste lembrou que o RN apresentou crescimento de casos da ordem de 71% em 14 dias e que a taxa de ocupação de leitos de UTI segue próxima a 100%; diz que não entende quais critérios foram usados para justificar a reabertura das atividades econômicas no Estado; O comitê também voltou a sugerir que Natal e Mossoró adotem medidas mais rígidas de isolamento.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Nesta quinta-feira (2) o Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste (C4) divulgou um novo boletim sobre os dados da Covid-19.

No documento os cientistas disseram não entender os critérios adotados pelo Comitê Científico do Rio Grande do Norte, apoiado pelo Governo do Estado, para justificar a reabertura, mesmo que gradual, das atividades econômicas no Estado.

Atualmente, não há representante do RN em meio ao cientista que compõem o C4, fato que, segundo eles, dificulta o diálogo com o estado.

“Infelizmente a contínua ausência de um representante oficial do Rio Grande do Norte no nosso Comitê eliminou a comunicação direta do C4 com o governo do estado potiguar, algo que lamentamos profundamente. De qualquer maneira, com um crescimento de casos da ordem de 71% em 14 dias, taxa de ocupação de leitos de UTI no máximo (100%) ou próximo disso, este comitê não consegue entender quais critérios epidemiológicos e clínicos têm sido usados pelo comitê científico local, apoiado pelo governo estadual, bem como a prefeitura de Natal, para justificar uma reabertura, mesmo que gradual, de lojas e outras atividades econômicas na capital do Estado”, disse.

O C4 cita o estado do Texas, nos Estados Unidos, para exemplificar os problemas que podem ser acarretados por qualquer relaxamento prematuro do isolamento social em cidades que ainda não controlaram a pandemia, como é o caso de Natal e também Mossoró.

“No caso específico de Natal, a ocorrência de um fluxo de casos graves, provenientes do interior do estado, pode gerar um colapso completo do sistema hospitalar da cidade”.

Embora o Fator de Reprodução (Rt) do vírus em Natal tenha sofrido uma queda, ele ainda é superior a 1. Enquanto isso valores bem mais altos e preocupantes de Rt podem ser encontrados na região metropolitana (Parnamirim, 1.56, Macaíba, 1.86, São Gonçalo, 1.71), na região oeste (Mossoró, 1.38, Apodi, 1.47) e sul (Caicó, 2.37) do estado.

Diante dos dados, o Comitê recomendou uma reversão completa do plano de flexibilização no Estado, a fim de evitar que a situação do RN se agrave consideravelmente.

Também voltou a recomendar que o governo, bem como as prefeitura de Natal e Mossoró, adotem imediatamente medidas mais rígidas de isolamento social, visto que estas ainda estão longe do controle da doença.

“Com ocupação máxima de leitos de UTI em Natal e Mossoró (e provavelmente em outras cidades cujos dados não chegaram a este comitê) por várias semanas, não é concebível que qualquer tipo de afrouxamento do isolamento seja sequer considerado, muito menos implementado. Ao invés, este comitê continua defendendo de forma inequívoca que medidas mais rígidas de isolamento social e testagem e rastreamento de contatos de pacientes infectados, que deveriam ter sido iniciadas semanas atrás, como sugerido repetidamente por este comitê, sejam postas em prática imediatamente”, disse.


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