07 AGO 2020 | ATUALIZADO 20:10
ESTADO
16/07/2020 12:20
Atualizado
16/07/2020 12:21

“Estamos dentro dos níveis considerados seguros,mas não podemos relaxar”

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Em entrevista na manhã desta quinta-feira (16) o secretário da Sesap, Cipriano Maia, disse que, embora tenha sido continuado o plano de reabertura gradual das atividades, é preciso que a população tenha bom senso para que a saúde possa manter a ocupação de leitos baixa. Hoje a ocupação está em 77,74% de acordo com o Regula RN.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Em entrevista ao jornal Bom Dia RN, na manhã desta quinta-feira (16), o secretário de estado da saúde pública, Cipriano Maia, explicou que apesar de atualmente o Rio Grande do Norte se encontrar numa situação estável de ocupação de leitos, ainda não é o momento de relaxar as medidas de prevenção e distanciamento social.

Hoje, de acordo com o Portal Regula RN, o Estado está com percentual de 77,74% dos 292 leitos críticos Covid-19 ocupados.

“Não é uma corrida por leitos e sim em defesa da vida, principalmente quando se amplia essa retomada para que não venhamos a ter um repique. Estamos dentro dos níveis considerados seguros, numa situação estável, mas não podemos relaxar. A população deve ter bom senso e responsabilidade para que nós possamos continuar administrando e consolidando a rede de saúde nas próximas semanas, deixando todos estes leitos como um legado para o SUS no RN. Evitar a contaminação nos dá essa segurança”, disse Cipriano Maia.

Para o secretário, é possível evitar um “efeito rebote” se mantivermos um processo de reabertura das atividades de forma regulada.

Cipriano afirmou que já está sendo configurado um plano de retomada para toda a sociedade, além da reabertura econômica que já está em curso. O projeto tem o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Comitê Científico do RN.

De acordo com Cipriano Maia, o Governo do RN sempre se propôs, desde o início da pandemia, a atuar de forma articulada, entretanto ele afirmou que há divergências na condução da pandemia entre o estado e o município de Natal, principalmente em relação ao uso da ivermectina.

“Não há evidência que comprove a eficácia. O médico tem liberdade de prescrição, mas medidas de utilização em massa podem levar a automedicação”.

Sobre o retorno das atividades de ensino, o secretário explicou que há datas previstas em estudo, mas somente a evolução dos dados, análise das condições das escolas, monitoramento dos dados epidemiológicos e outros aspectos a serem considerados poderão nortear uma definição. “A retomada das aulas coloca em circulação mais de 1 milhão de pessoas”, lembrou.

O secretário destacou o distanciamento e a proteção como as medidas mais eficazes. “Até termos uma vacina, precisamos manter a proteção, agir com responsabilidade, num processo progressivo, organizado e regulado, com protocolos respeitados. Esperamos essa atitude cidadã da população”, finalizou.


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