22 OUT 2020 | ATUALIZADO 18:53
MOSSORÓ
ANNA PAULA BRITO
17/09/2020 18:46
Atualizado
18/09/2020 09:19

Gestão da Ufersa manda arrancar 60 mudas de plantas nativas da frente da instituição

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As mudas, nativas da Caatinga, foram plantadas há um mês, por meio de um projeto do Professor Vander Mendonça, do curso de agronomia; A desculpa usada para removê-las foi que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai duplicar a BR-110, onde também serão construídos viadutos.
Imagem 1 -  Gestão da Ufersa manda arrancar 60 mudas de plantas nativas da frente da instituição. As mudas, nativas da Caatinga, foram plantadas há um mês, por meio de um projeto do Professor Vander Mendonça, do curso de agronomia; A desculpa usada para removê-las foi que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai duplicar a BR-110, onde também serão construídos viadutos.
Gestão da Ufersa manda arrancar 60 mudas de plantas nativas da frente da instituição. As mudas, nativas da Caatinga, foram plantadas há um mês, por meio de um projeto do Professor Vander Mendonça, do curso de agronomia; A desculpa usada para removê-las foi que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai duplicar a BR-110, onde também serão construídos viadutos.
FOTO: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

A nova gestão da Universidade Federal Rural do Semi-Árido mandou arrancar 60 mudas de plantas nativas da caatinga, que haviam sido plantadas há um mês em frente ao muro leste da instituição.

O plantio foi realizado por meio de um projeto do Professor Vander Mendonça, do curso de agronomia, com autorização do Reitor (na época Arimatea Matos) e da Superintendência de Infraestrutura da universidade (SIN).

Na manhã de hoje (17), ao se deparar com a cena dos terceirizados arrancando as mudas, o professor Vander buscou entender a situação e foi informado de que havia ordens superiores para tal ação.

Ao procurar a reitoria, foi informado que “O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai duplicar a BR 110 e vão ser construídos viadutos, passarelas, túneis, etc. naquele local”.

Em um desabafo em seu perfil do Instagram, o professor disse: “Sabem senhores e senhoras quando isto vai ser realizado, nunca! Vou repetir N-U-N-C-A! Para quem não sabe, cheguei aqui na UFERSA em agosto de 2006 e já ouvia esta mentira (esta tal duplicação da BR 110). Passei 14 anos ouvindo este mentira... Vou me aposentar em 2035 e todos os anos vou ouvir de novo esta mesma mentira...Sou um pouco inteligente e realista para acreditar que isto é REALMENTE UMA MENTIRA. Como diz lá na minha terrinha Mineira “É CONVERSA PARA BOI DORMIR”! Promessa de políticos em período de eleições! Estou triste, mas tenho que rir (kkkk)”.

Veja a postagem abaixo.


O Diretório Central Estudantil (DCE) da Ufersa emitiu uma nota de repúdio e apoio ao Professor Vander Mendonça.

“Consideramos um retrocesso incalculável quando temos que assistir às árvores sendo destruídas em nome de promessas, qual seja a duplicação da BR 110, que sabemos que está há passos largos e distantes da nossa realidade”.

Por meio da nota, o DCE lembrou que as árvores estavam plantadas em área de domínio público, em que não se é permitido construir e que para que elas fossem removidas por motivos de obras, como foi justificado, haveria necessidade de autorização da prefeitura e de órgãos ambientais competentes.

“A UFERSA evocou para si algo que não lhe diz respeito, afinal de contas as supostas providências necessárias para a realização de uma obra de duplicação na BR é de responsabilidade do DNIT e não da Universidade. Ainda assim, cabe indagar: Com qual autorização legal à UFERSA removeu às mudas plantadas? Foi o próprio DNIT por solicitação formal?”, questionou.

Veja nota AQUI.

Diante disso, a nova reitora da instituição vem cumprindo o que prometeu, mudar a Ufersa, e começou a mudança destruindo mudas de Craibeira e Ipê-Roxo, tão importante em uma cidade quente e tão pouco arborizada como Mossoró.

Qual será a próxima ação?


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