25 JAN 2021 | ATUALIZADO 17:49
ESTADO
14/01/2021 09:05
Atualizado
14/01/2021 09:05

Água volta a subir no poço de Tibau após rotação de bomba presa no local

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Nesta quinta-feira (14) a Caern informou que o trabalho com a sonda instalada para resgatar o equipamento preso no interior do poço vem dando resultado. Além de rotacionar a bomba, também já foi possível desgastar parte do material, permitindo a subida da água com boa vazão. As equipes continuam o trabalho para retirada completa da bomba, que permitirá a retomada do fornecimento de água para o município.
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FOTO: REPRODUÇÃO

O serviço continuado com a sonda rotativa no poço de Tibau alcançou resultados positivos. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) já constatou a subida de água com boa vazão no poço da cidade. Antes do trabalho com a sonda, a bomba impedia completamente o fluxo do líquido.

A descida de ferramentas específicas que fizeram a rotação e o desgaste em torno da bomba ajudaram a diminuir a pressão do equipamento na tubulação e permitiu a passagem da água.

A Companhia informou que, ao longo desta quinta-feira (14), novos testes de vazão de água e avaliação da situação da bomba serão feitos.

O poço capta água subterrânea, a cerca de mil metros. A água entra pela tubulação, sobe até próximo ao solo e a bomba é o equipamento que joga a água para o reservatório da cidade.

Com a queda da bomba a 380 metros do subsolo, ela ficou presa em uma parte da tubulação que é mais reduzida e não permitiu mais a passagem da água captada a mil metros.

“Nós estamos trabalhando para aliviar a pressão lateral da bomba. A permanência da bomba na tubulação pode ser comparada a uma rolha em uma garrafa. No nosso trabalho, é preciso imprimir uma pressão maior do que a pressão da bomba presa à tubulação” ressalta Márcio Bruno, gerente da Regional Oeste.

Uma ferramenta de grande porte, com diâmetro de 30 centímetros, desceu várias vezes ao longo dos últimos dias, tanto para corroer o equipamento, como para puxar o equipamento preso à tubulação.

É importante destacar que o serviço é complexo, feito a 380 metros do subsolo. Para ser ter uma ideia, somente para a ferramenta chegar até a bomba é necessária uma hora. Ela permanece rotacionando no subsolo para desgastar a bomba. E leva mais uma hora para ser içada de volta.

“É um serviço de alta complexidade. Nós estamos, equipe Caern e Geopetro, fazendo todo o esforço para resolver o problema do poço. Estamos trabalhando desde o ocorrido para termos resultados positivos”, reforça Márcio.

Também foi feita a injeção de ar para ajudar na retirada da bomba. O objetivo é levantar e retirar todo o material que existia na tubulação. “Estamos observando que está havendo contribuição de água no poço. Que é um ótimo indicador”, avalia Márcio.


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