16 MAI 2022 | ATUALIZADO 18:20
MOSSORÓ
12/05/2022 14:24
Atualizado
12/05/2022 14:44

Mossoró apresenta alto risco de Infestação pelo Aedes Aegypti

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No município, de acordo com o Levantamento do Índice de Infestação Predial (LIRAa), recém concluído, o índice ficou em 4,1. O Diretor do CCZ, Sandro Elias informou que este índice coloca Mossoró numa situação de alto risco, mas ainda em estabilidade. O LIRAa revela que os bairros Boa Vista, Dom Jaime Câmara, Santo Antônio, Bom Jardim, Planalto 13 de Maio, Santa Delmira e Aeroporto atingiram 5,0 que revela índice elevado de infestação do mosquito.
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), divulgou o resultado da 2ª etapa do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). Essa nova amostra, que é realizada a cada três meses, ocorreu entre os dias 2 e 6 deste mês.

De acordo com a direção do CCZ, o índice neste segundo momento foi maior do que o registrado no primeiro levantamento, realizado entre o final de janeiro e início de fevereiro deste ano. O índice anterior ficou em 3,7 e o atual subiu para 4,1.

Diretor do órgão, Sandro Elias informou que este LIRAa coloca Mossoró numa situação de alto risco, mas ainda em estabilidade. “O último levantamento mostra que saímos do médio risco para o alto risco. O LIRAa mais recente estima que a cada 100 imóveis no nosso município, quatro deles tem foco positivo da dengue”, disse Elias.

“Quando o índice de infestação predial está acima de 4, como é o caso agora, estamos em alto risco. Quando esse índice fica entre 1,0 e 3,9 consideramos que estamos em médio risco; e quando ele está abaixo de 1,0, é de baixo risco”, explicou o diretor do Centro de Controle de Zoonoses.

Ainda de acordo com o levantamento, os bairros que atingiram índice acima de 5,0 foram Boa Vista, Dom Jaime Câmara, Santo Antônio, Bom Jardim, Planalto 13 de Maio, Santa Delmira e Aeroporto. Já os que apresentaram LIRAa abaixo de 2,0 foram Santa Júlia, Redenção, Monsenhor Alfredo Simonetti, Doze Anos, Centro, Nova Betânia, Bom Jesus e Itapetinga.

Sandro Elias destacou que os mais de 130 agentes de endemias ativos no município estão realizando o trabalho de combate ao mosquito da dengue e também orientando a população de como manter os cuidados para evitar criadouros do Aedes aegypti nas respectivas residências.

“O trabalho de combate ao mosquito da dengue é monitorado ano a ano. Essa amostra fazemos a cada 90 dias e em cima desse resultado intensificamos as ações a serem tomadas no bairro e quarteirões. Agora nesse período de chuva temos um excesso de água exposta que faz com que o mosquito se prolifere. Nesse sentido o agente de endemias faz o trabalho de casa a casa”, enfatizou Sandro Elias, que pede também a contribuição da população.

“É primordial ainda que a população faça sua parte mantendo os cuidados de praxe, como, por exemplo, manter cobertos e protegidos os reservatórios de água. A nossa prioridade agora é mostrar esses índices, debater e discutir as ações que serão tomadas nos bairros e localidades para amenizar a situação com relação ao mosquito da dengue”.

Por fim, Sandro Elias recomenda que quem tiver qualquer sintoma da doença que procure uma unidade de saúde mais próxima para que seja feita a notificação. “Todo o sintoma que a pessoa tiver com relação a dengue, chikungunya e zika, sendo febre, dor de cabeça, moleza no corpo, dor por trás dos olhos, procure uma unidade de saúde. Lá será feita uma notificação em cima desse procedimento. Então, com o resultado em mãos tomaremos as medidas necessárias”.

Dados mais recentes mostram que foram notificados até semana passada 630 casos de dengue, sendo 33 deles confirmados. Já em relação a chikungunya, são 97 notificações e 23 confirmações para a doença.

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