13 ABR 2024 | ATUALIZADO 13:43
ESTADO
02/04/2024 19:08
Atualizado
03/04/2024 01:40

Sangria do Pataxó: Prefeitura evacua vários bairros de Ipanguaçu-RN

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Presidente da Defesa Civil, André Cortez, explica que as famílias que não tem para onde ir estão sendo alojadas em escolas municipais. A retirada começou antes da água chegar, o que aconteceu no início da noite desta terça-feira, 2. Além do Bairro Maria Romana, que é o mais populoso, a água está subindo rapidamente nos bairros Ubarana, Olho D'água, Baldum, Pinheirão e Frei Damião, em função da sangria com mais de um metro de lâmina no Açude do Pataxó.
Imagem 1 -  Presidente da Defesa Civil, André Cortez, explica que as famílias que não tem para onde ir estão sendo alojadas em escolas municipais. A retirada começou antes da água chegar, o que aconteceu no início da noite desta terça-feira, 2. Além do Bairro Maria Romana, que é o mais populoso, a água está subindo rapidamente nos bairros Ubarana, Olho D'água, Baldum, Pinheirão e Frei Damião, em função da sangria com mais de um metro de lâmina no Açude do Pataxó.
Presidente da Defesa Civil, André Cortez, explica que as famílias que não tem para onde ir estão sendo alojadas em escolas municipais. A retirada começou antes da água chegar, o que aconteceu no início da noite desta terça-feira, 2. Além do Bairro Maria Romana, que é o mais populoso, a água está subindo rapidamente nos bairros Ubarana, Olho D'água, Baldum, Pinheirão e Frei Damião, em função da sangria com mais de um metro de lâmina no Açude do Pataxó.
Foto: Defesa Civil

A Prefeitura de Ipanguaçu suspendeu as aulas nas escolas municipais, para que as salas de aula sejam usadas para receber os moradores do Bairro Maria Romana, que, em função da Sangria do Açude do Pataxó, começou a ser inundado na tarde desta terça-feira, dia 2 de abril de 2024.

A informação foi confirmada pelo presidente da Defesa Civil, de Ipanguaçu, André Cortez. O trabalho começou antes mesmo da água da sangria do Pataxó começar a chegar à área urbana. Estão sendo usados, além de carros particulares, vários veículos da Prefeitura Municipal.

Além do bairro Maria Romana, o advogado Nelson Montenegro informou que a Defesa Civil está realizando o cadastramento dos moradores das comunidades Pinheirão, Ubarana, Olho D’água, Baldun e Frei Damião. A mesma situação de alagamento aconteceu no passado.


Ocorre sempre que o açude do Pataxó, que recebe água da região Central, transborda com lâmina de 90cm. Em 2004, ocorreu, além da sangria do Pataxó, a sangria da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que terminou por alagar, 75% da cidade e quase que 80% da zona rural.

Em 2008, novamente a cidade voltou a ficar alagada, prejudicando menos famílias. Na época, ficou observado que para reduzir o impacto das sangrias da Barragem Armando Ribeiro nas cidades do Vale do Açu, teria que se fazer obras de desobstrução do leito do rio Piranhas-Açu.

Já com relação a sangria do açude do Pataxó, havia necessidade de investir na desobstrução do Canal do Pataxó e também do canal que abastece a Lagoa de Ponta Grande, que fica perto do Assentamento Pedro Ezequiel. Estes investimentos não foram feitos a contento.

Se trata de obras caras, que precisa de financiamento do Governo Federal. Mesmo assim, o prefeito Remo da Fonseca Silveira conta que ano passado foram realizadas obras de desobstrução destes dois braços de rio e que isto já contribuiu reduzindo os alagamentos.

É que o Açude do Pataxó, ao meio dia desta segunda-feira, dia 1º de abril, chegou a ficar com sangria de 1 metro e 7 cm e mesmo assim a água só chegou a cidade de Ipanguaçu no final da tarde desta terça-feira em regiões que já estão sendo evacuadas.

O prefeito Remo Fonseca disse que já enviou ofício as autoridades do Governos do Estado e Federal, informando da situação e buscando apoio para ajudar as famílias. Uma das medidas, foi suspender as aulas e colocar a equipe da prefeitura inteira para auxiliar as famílias.


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