15 ABR 2026 | ATUALIZADO 20:42
POLÍCIA
15/04/2026 20:22
Atualizado
15/04/2026 20:25

Juiz manda Lucas Lopes a Júri Popular por ter matado Netão Veras atropelado

Acidente aconteceu no início da manhã do dia 22 de março de 2025, quando a vítima saia para pegar doações para o APAE e o acusado Lucas Lopes retornava de uma noitada bebendo com amigos dirigindo um Citroen em alta velocidade. Os primeiros policiais que chegaram ao local, apontam que ele estava completamente bêbado, parecendo um “zumbi”. A decisão do juiz Vagnos Kelly leva o parecer positivo do Ministério Público do Rio Grande do Norte.
Acidente aconteceu no início da manhã do dia 22 de março de 2025, quando a vítima saia para pegar doações para o APAE e o acusado Lucas Lopes retornava de uma noitada bebendo com amigos dirigindo um Citroen em alta velocidade. Os primeiros policiais que chegaram ao local, apontam que ele estava completamente bêbado, parecendo um “zumbi”. A decisão do juiz Vagnos Kelly leva o parecer positivo do Ministério Público do Rio Grande do Norte.
Foto: Cedida

O juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros determinou que o professor Lucas Vinícius do Vale Lopes, de 23 anos, seja submetido ao Tribunal do Júri Popular (TJP) por ter matado atropelado José Martins Veras Neto, o Netão, de 59 anos, no início da manhã do dia 22 de março de 2025.

O atropelamento aconteceu em frente ao Porretar Burger, na Avenida Abel Coelho, no Abolição III, momento que Netão Veras estava saindo numa motocicleta para fazer coleta de doações em benefício das crianças do APAE e Lucas Lopes estava retornando para casa.

A polícia técnica constatou que Lucas Lopes dirigia com velocidade aproximada a 120 km/h, num trecho que a velocidade máxima permitida pela legislação é 60km/h. No caso, Lucas Lopes, conforme mostra as câmeras, colidiu na traseira da moto pilotada por Netão Veras.

O a batida do carro na moto foi violenta, tendo arremessado a vítima há vários metros do local do impacto. Netão Veras morreu no local. Lucas Lopes não fugiu do local. Aguardou a chegada da Policia Militar e também dos policiais de trânsito. Não demonstrava está sóbrio.

Os primeiros policiais que chegaram ao local, o descreveram como zumbi. Acrescentaram que ele estava com odor de bebida alcoólica e demonstrava está com sonolência. Diante dos fatos, o entregaram para os Guardas de Trânsito o conduzir a Delegacia de Plantão.

Na DP, no entanto, Lucas Lopes foi liberado, mediante fiança de R$ 1.500,00, o que deixou a família indignada e também a sociedade mossoroense, em especial quem presta serviços a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, o Amantino Câmara e o APAE.

A defesa, assinada pelo advogado Otoniel Maia Junior, colocou no processo que o acidente aconteceu em função de uma poça de água que havia no local do impacto. Este fator, no entanto, também foi apresentado pelo promotor de Justiça para majorar a gravidade.

Para o promotor Italo Moreira Martins, o fato de existir uma poça de água no local, deveria ter motivado Lucas Lopes a reduzir a velocidade. É o lógico a ocorrer, porém não foi o que aconteceu, o que resultou no impacto violento na motocicleta de Netão Veras, o matando.

Diante do que foi descrito pela Policia Científica, apontando que Lucas desenvolvida velocidade média entre 103,9 km/h e 120,2 km/h; dos depoimentos dos primeiros policiais militares que chegaram ao local, afirmando que Lucas estava com odor de bebida e parecia um “zumbi”, entre outras provas, o promotor de Justiça Italo Moreira Martins pediu o pronunciamento do caso para ser julgamento pela sociedade Mossoroense.

A defesa pediu desclassificação do crime de homicídio doloso para homicídio culposo. O juíza Vagnos Kelly de Figueiredo de Medeiros, após analisar as considerações de acusações e de defesa, decidiu por determinar que Lucas Lopes seja levado a Júri Popular.

A defesa ainda pode recorrer a instâncias superiores desta decisão. Não se manifestaram neste sentido. Não o fazendo, o caso deve ser julgado ainda este ano de 2026. Os familiares da vítima, assim como seus amigos, estão em protesto constante por justiça.

Através do advogado Marcos Freitas, a família de Netão Veras espera que a sociedade mossoroense, através do Conselho de Sentença, se manifeste pela condenação de Lucas Lopes pelo atropelamento de Netão Veras. “A família só busca justiça”, diz Freitas.


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