O cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante é o tema do livro sobre banditismo social lançado pelo pesquisador Francisco Linhares, doutor em História e professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). “O objetivo do livro é proporcionar uma nova visão sobre o banditismo, saindo desse maniqueísmo que é muito comum na história, colocando-o como um herói”, contou o professor.
Em “O Banditismo nos sertões do Brasil: o caso de Jesuíno Brilhante”, o leitor tem a chance de um encontro com a história do sertão nordestino sem as facetas ilusórias dos que buscaram conseguir a glória com a perseguição sob pretexto de fazer justiça, e sem os exageros das tintas tipográficas dos periódicos matutinos.
Jesuíno Alves de Melo Calado, mais conhecido como Jesuíno Brilhante, nasceu na cidade de Patu, região do Alto Oeste potiguar, em 1844; tornou-se cangaceiro em 1871 e morreu em 1879. Foi considerado um “Robin Hood” do sertão por buscar ajudar os mais pobres, roubando dos mais ricos.
A pesquisa desenvolvida pelo professor foi realizada em arquivos encontrados na Paraíba e no Rio de Janeiro, “mostrando um personagem para além dessa visão de bom ou ruim, mas um personagem histórico que age dentro das suas condições e limites, estabelecendo parcerias, agindo à margem da lei e construindo uma rede bastante extensa aqui, na Paraíba e no Ceará, que o permitiu construir uma certa liderança na região”.
O livro será lançado no próximo dia 6 de maio, a partir das 17h, no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), durante o V Simpósio Nacional de História do Crime.