15 JUN 2024 | ATUALIZADO 22:35
POLÍCIA
Da redação
04/07/2017 15:06
Atualizado
14/12/2018 10:08

Júri Popular condena a 10 anos de prisão mentor e executores de comerciante da cidade de Lucrécia

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Deste julgamento foi absolvido a pessoa de Antônio Romário da Silva, que o júri entendeu que havia sido confundido com outro Romário; o quarto envolvido no assassinado de Francisco Valdemes está foragido
Imagem 1 -  Júri Popular condena a 10 anos de prisão mentor e executores de comerciante da cidade de Lucrécia
O Tribunal do Júri Popular de Mossoró decidiu pela absolvição de Antônio Romário da Silva, de 25 anos, e pela condenação de Ezequias Agostinho da Silva, o Galego Feio, de 31 anos, e também de Marcelo Oliveira da Silva, o Padre, de 24 anos, nesta terça-feira, 4.

Trata-se de um dos casos remanescentes da Operação Laços de Sangue (Veja reportagem da época AQUI), que tenta acabar com uma guerra de família de décadas, que já resultou em dezenas de mortes na Paraíba e também no Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

Os três réus, juntamente com Humberto Patrick Cavalcante de Oliveira, o Gordo, de 33 anos, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual, na Comarca de Almino Afonso/RN, por terem matado a tiros o comerciante Francisco Valdemes de Lima, o Galego de Bastião, em Lucrécia.

Este crime ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, na praça da Saúde, no Centro da cidade. Os principais acusados do crime, no caso Marcelo Oliveira (mentor), Humberto Oliveira (pistoleiro) e Ezequias Agostinho, juntamente com uma pessoa de nome Romário, plenajaram e executaram a vítima.

Ocorre que Marcelo Oliveira, que está preso no Presídio de Catolé do Rocha, estava sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Polícia Civil da Paraíba. A partir das escutas telefônicas, se descobriu quem ele estava contratando e como para matar Galego de Bastião, em Lucrécia, no Rio Grande do Norte.

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Após o crime, Antônio Romário foi preso juntamente com Ezequias Oliveira e Marcelo Oliveira. Este último já estava preso havia mais ou menos 3 anos cumprindo pena por outro homicidio, também com características de pistolagem e que ele havia sido condenado a 17 anos de prisão.



O promotor disse que não encontrou nada no processo que explicasse as razões para as quais o Padre planejar, com riqueza de detalhes, via telefone, para matar Talego de Bastião. Entretanto, as provas são irretocáveis contra três acusados deste crime. 

São eles:
Ezequias Agostinho da Silva, o Galego Feio, de 31 anos.
Marcelo Oliveira da Silva, o Padre, 24 anos
Humberto Patrick Cavalcante de Oliveira, o Gordo, de 33 anos

Já com relação a Antônio Romário da Silva, de 25 anos, o advogado Félix Gomes Neto conseguiu juntar as provas necessárias para provar sua inocência. "De fato o nome citado por Marcelo nas escutas é Romário, mas não é o meu cliente. É outro. Meu cliente não tem nada com isto", destaca o advogado.

Ainda conforme Félix Gomes Neto havia provas no processo que mostravam, com claridade, que Romário tem um número de telefone que foi apreendido e as ligações gravadas pela Polícia foram em outro número, que Romário alega sequer saber de quem pertence.

Outra situação que coloca Romário na condição de inocente deste crime é que ele foi preso de 6 horas da manhã do dia 6 de novembro de 2015, ocasião que teve o telefone apreendido, mas de 9 e 10 horas, ainda haviam gravações de Marcelo com uma pessoa conhecida por Romário. "Não era meu cliente", assegura Félix Neto.

Quanto aos demais réus, os advogados Samuelson Dantas Carlos, José Wellinton de Melo, Wallace Rocha Barreto, Rafael Nunes e José Venâncio de Paula Neto, trabalharam a tese de negativa de autoria, mas não conseguiram, com as provas que haviam no processo, inocentá-los.

A pena inicial para Marcelo e Ezequias foi de 15 anos de prisão para cada. Entretando, diante das considerações previstas em Lei, restou condenação de 10 anos para cada. Como estavam presos em Catolé do Rocha aguardando julgamento, foram enviados para lá. O processo retorna para Almino Afonso.

Quanto a Romário, que aguardou pelo julgamento por quase 2 anos, seguiu de volta para o Centro de Detenção Provisória de Patu. Ele vai aguardar o juiz da Comarca de Almino  Afonso expedir o seu Alvará de Soltura. Está livre do crime, conformo decidiu o Conselho de Sentença em Mossoró.

Procurado

o Humberto Patrick Cavalcante de Oliveira, o Gordo, de 33 anos, está foragido. Tão logo ele seja capturado, a Justiça do Rio Grande do Norte o levará a julgamento, do mesmo jeito que ocorreu com Romário, Marcelo e Ezequias.  
  

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