15 SET 2019 | ATUALIZADO 10:41
POLÍCIA

OPINIÃO: Veja como tragédias do passado nos ajuda a compreender casos do presente

Maria Carla desapareceu em Apodi nas mesmas circunstâncias de vários outros casos no RN, como o caso de Cíntia Lívia, de Tibau, e de Yasmin Lorena, de Natal
Da redação
17/10/2018 05:47
Atualizado
13/12/2018 21:26
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Imagem 1 -  OPINIÃO: Veja como tragédias do passado nos ajuda a compreender casos do presente
O texto abaixo eu escrevi quando aconteceu o desaparecimento da jovem Yasmim Lorena, de 12 anos, em Natal, muito antes do corpo ser encontrado e o caso ser esclarecido. Agora republico, para dizer que este desaparecimento da minina Maria Carla, de 12 anos, em Apodi, tem as mesmas características dos que descrevi fazendo referência ao caso Yasmim Lorena. 

Ficamos aqui na torcida para que Maria Carla apareça e volte ao convívio de seus familiares, mesmo ciente que isto acontecendo vou está cometendo um equívoco. Ocorre que lamentavelmente não errei em várias outras ocasiões que opininei sobre este assunto.

Segue 

As tragédias do passado que nos ajuda a compreender as do presente

Assistir aos protestos em Natal cobrando do Estado ação rápida e eficaz para localizar Yasmim, de 12 anos. Já assistir isto antes em Ipanguaçu, Mossoró, Assu, Tibau, Jucurutu e São Miguel do Gostoso. E em todos estes casos, o fim da história foi trágico.
 
Torço para que não termine de forma trágica, assim como aconteceu nestas cidades. É nosso desejo mais profundo que a menina Yasmim esteja bem e que retorne ao seio famíliar, ao convívio dos amigos o quanto antes. É o correto, é o justo, é o certo.
 
No entanto, em Mossoró, o garoto de 10 anos sumiu. Dias depois foi encontrado morto. O criminoso foi preso. Tempos depois, foi solto. Depois um garoto de 10 anos sumiu em Assu. Apareceu morto. Aí o criminoso foi preso. Era o mesmo de Mossoró. Repetiu a cena.
 
Este criminoso, de sobrenome Sena, está preso no Hospital de Custódia, em Natal. Quando fugiu e foi recpaturado, concedeu entrevista ao radialista Jarbas Rocha, em Assu. Assista e entenda um pouco do que se passa na cabeça de um psicopata.

 
Em Jucurutu, uma menina de 12 anos, sumiu. Foi encontrada morta, no mato. O criminoso foi preso. Está preso em Caicó. Em São Miguel do Gostoso, uma menina com esta idade sumiu. Foi encontrada morta, no mato. O criminoso foi preso e está preso.
 
Em Tibau, uma menina de 12 anos sumiu. Foi encontrada morta dentro de um cacimbão. O criminoso foi preso. Está preso. Em novembro de 1996, a menina Elizete Lemos, de 10 anos, sumiu. Foi encontrada três dias depois morta no rio Pataxó.
 
A população reagiu, fazendo protestos e mais protestos para que os assassinos fossem presos. Foram presos. O delegado Geraldo Luiz distribuiu pancadas para tudo quanto é lado e prendeu sete. Este caso terminou em várias outras mortes e até hoje está confuso.
 
O que chama atenção em todos estes casos que citei acima, ocorridos em Mossoró, Tibau, Assu, Ipanguaçu, Jucurutu e São Miguel do Gostoso, é que os acusados destes crimes têm entre 28 e 38 anos. E, ATENÇÃO: são absolutamente todos do ciclo familiar da vítima.
 
Outro detalhe importante é que a vítima, absolutamente todas, tem entre 10 e 12 anos. Foram assassinadas por psicopatas que, em suas mentes doentes, entenderam que estas meninas/meninos queriam namora-los e eles a mataram quando não conseguiram.
 
Outro detalhe importante observado em todos os casos: o criminoso assiste a família procurando a vítima. Assiste as investigações. Vê tudo de forma normal, como se não fosse o culpado. Ele não se sente culpado. Incrivelmente, em sua mente doente, se sente vítima.
 
Concluo estas linhas rogando ao bom Deus para que Yasmim não tenha sido vítima de psicopata do nível destes que mataram em Ipanguaçu, Assu, Mossoró, Jucurutu, Tibau e São Miguel do Gostoso. Que apareça viva e volte ao convívio da família e dos amigos.

Notas

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