25 AGO 2019 | ATUALIZADO 17:47
ECONOMIA

Medida do governo Bolsonaro ameaça ciclo econômico do sal no RN

Medida foi editada durante a semana, enquanto os parlamentares discutiam a reforma da Previdência, Bolsonaro prorrogou a suspensão da medida antidumping do sal importado do Chile, tornando-o bem mais barato do que o sal do RN
CEZAR ALVES, com informações do Agora RN
14/07/2019 10:22
Atualizado
14/07/2019 10:56
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Medida do governo Bolsonaro ameaça ciclo econômico do sal no RN
Medida do Governo Bolsonaro nesta sexta-feira, 12, de abrir o mercado brasileiro para o sal chileno ameaça milhares de empregos no RN
O FACHO DE GROSSOS

O Governo Bolsonaro, através do Ministério da Economia, adotou medida esta semana, abrindo o mercado brasileiro para o sal chileno, deixando em sério risco o sal no RN.

O Governo de Jair Messias Bolsonaro havia dado um fôlego, há poucas semanas, aos salineiros do Rio Grande do Norte quando, por decreto, tornou o sal marinho de Interesse Social.

Com o decreto, muito festejado pelos salineiros, deputado Beto Rosado e o próprio presidente, permitiu os salineiros respirarem aliviados com as pendências judiciais.

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Bolsonaro assina decreto tornando o sal do RN de interesse social

Mas esta semana, o governo Jair Messias Bolsonaro prorrogou a suspensão da medida antidumping do sal importado do Chile, tornando-o bem mais barato do que o sal do RN.

Com medida da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia desta sexta-feira, dia 12, o sal do RN perde competitividade no mercado nacional.

O Governo Federal informa que a medida vale por 1 ano. O sal chileno estava proibido de chegar ao consumidor brasileiro mais barato do que o sal produzido no Brasil, em especial no RN, desde 2011.

Entretanto, em 2018, a Secretaria Especial de Comércio Exterior, ainda no Governo Temer, para atender o Governo de São Paulo  e a indústria chilena, suspendeu os efeitos desta medida, colocando o sal do RN em cheque.

Como o Governo Bolsonaro havia assinado o decreto tornando o sal do RN de interesse social, todos aguardavam que ele não renovasse esta medida, em benefício do brasileiro, da indústria nacional.

Entretanto, não só renovou como justificou dizendo que a barreira comercial ao sal chileno tinha efeitos negativos para a indústria de consumo de sal no Brasil.

“A ação antidumping afeta negativamente os consumidores de cloro, de soda e seus derivados”, aponta o Governo Federal, que vê mais competitividade do sal chileno.

Na prática, o Governo Federal abriu o mercado brasileiro para receber o sal chileno e a indústria de São Paulo, e condenou toda a cadeia produtiva do Rio Grande do Norte.

O Simorsal pede união da classe salineira, para buscar apoio da Bancada Federal no sentido e reverter o quadro, bem como fortalecer o ciclo econômico do sal no RN em outros seguimentos, como produção, tributação e logística.

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