17 NOV 2019 | ATUALIZADO 18:15
POLÍTICA

“A Reforma da Previdência é ataque aos direitos dos trabalhadores”, diz senador

A reforma foi aprovada em 1º turno no Senado. De acordo com o Jean Paul Prates, o projeto, além de não combater privilégios, é um ajuste fiscal disfarçado de reforma, que diminui a renda dos mais pobres, dificulta o acesso à aposentadoria e aprofunda desigualdades sociais.
02/10/2019 16:14
Atualizado
03/10/2019 20:02
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Imagem 1 -  “A Reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno ontem (1º) no Senado Federal, é um verdadeiro ataque aos direitos da classe trabalhadora”, afirma o Senador Jean Paul Prates, que votou contra a reforma.
“A Reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno ontem (1º) no Senado Federal, é um verdadeiro ataque aos direitos da classe trabalhadora”, afirma o Senador Jean Paul Prates, que votou contra a reforma.
FOTO: ALESSANDRO DANTAS

“A Reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno ontem (1º) no Senado Federal, é um verdadeiro ataque aos direitos da classe trabalhadora”, afirma o Senador Jean Paul Prates, que votou contra a reforma.

De acordo com o senador, o projeto, além de não combater privilégios, é um ajuste fiscal disfarçado de reforma, que diminui a renda dos mais pobres, dificulta o acesso à aposentadoria e aprofunda desigualdades sociais.

“Por isso, nossa bancada votou contra a matéria. Não somos contra reformar o sistema previdenciário, mas não aceitamos que essa mudança seja feita com base na retirada de direitos de trabalhadoras e trabalhadores”, explicou Jean Paul.

Ainda segundo o senador, o governo usou dados falsos, fazendo “terrorismo econômico”, para justificar a aprovação da reforma.

“Nós conseguimos, com muita articulação, manter no projeto o pagamento do abono salarial para trabalhadoras e trabalhadores que recebem até dois salários mínimos”.

No texto apresentado inicialmente, o governo Bolsonaro queria limitar o pagamento do benefício a quem ganha mensalmente até R$ 1.364,43. Caso a proposta tivesse sido aprovada, 12,3 milhões de trabalhadores perderam o direito ao abono.

“Essa reforma, em vez de combater, aumenta a desigualdade social, penaliza os mais pobres e fere de morte as economias dos pequenos municípios, fortemente dependentes dos benefícios pagos a aposentados e pensionistas. O objetivo do projeto, na verdade, é entregar a previdência pública ao setor privado. É uma crueldade com nossa população”, concluiu Jean a Paul.


APROVAÇÃO DA REFORMA

O Senado concluiu nesta quarta-feira (2) o primeiro turno da votação da reforma da Previdência. Os senadores rejeitaram os três destaques que estavam em análise.

O texto-base já havia sido aprovado na noite da terça-feira (1º). Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto ainda precisa passar por mais uma votação em plenário, o segundo turno.

Para a reforma ser aprovada, deve contar com a aprovação de pelo menos 49 dos 81 senadores.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcou a primeira sessão de discussão do segundo turno para esta quinta-feira (3). Devem ser feitas três sessões de discussões antes da votação.


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