03 ABR 2020 | ATUALIZADO 21:03
ESTADO
26/03/2020 15:20
Atualizado
26/03/2020 16:12

UFRN passa a realizar testes para diagnosticar pacientes com Covid-19

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Com recursos próprios, a universidade adquiriu kits para a realização de três mil exames. A ideia é ajudar o Lacen no diagnóstico mais rápida da doença e evitar que pacientes sem confirmação acabe ocupando leito no isolamento e ficando exposto ao risco de ser contaminado por quem realmente tem o vírus.
Imagem 1 -  UFRN adquires kits com recursos próprio e passa a realizar testes para diagnosticar pacientes com Covid-19. Serão realizadas três mil exames. A ideia é ajudar o Lacen no diagnóstico mais rápida da doença e evitar que pacientes sem confirmação acabe ocupando leito no isolamento e ficando exposto ao risco de ser contaminado por quem realmente tem o vírus.
UFRN adquires kits com recursos próprio e passa a realizar testes para diagnosticar pacientes com Covid-19. Serão realizadas três mil exames. A ideia é ajudar o Lacen no diagnóstico mais rápida da doença e evitar que pacientes sem confirmação acabe ocupando leito no isolamento e ficando exposto ao risco de ser contaminado por quem realmente tem o vírus.
FOTO: GLÓRIA MONTEIRO/CEDIDA

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) adquiriu kits e, nesta quarta-feira (25), começou a realizar testes para detecção do Covid-19 em pacientes do estado.

O material foi adquirido com recurso próprios da instituição e do seu Instituto de Medicina Tropical (IMT) e é suficiente para a realização de três mil exames.

Seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, todas as amostras estão sendo coletadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (LACEN/RN) e, em seguida, testadas no IMT e no Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (DACT).

Desde a semana passada, o DACT já estava atuando na identificação de arboviroses e outras infecções respiratórias para reduzir esta demanda do LACEN, que precisa concentrar sua força de trabalho nos exames de detecção do novo vírus.

De acordo com o chefe do DACT, Andre Ducati Luchessi, a força-tarefa com a realização de testes também na UFRN permite que a capacidade do Lacen possa ser aumentada.

“Os três laboratórios estão processando três vezes o que o Lacen conseguiria processar em um único dia. Isso vai gerar um dinamismo muito grande”, conta.

Para ele, a partir do momento que a UFRN chega com essa força-tarefa, ao lado do governo do Estado, por meio do Lacen, consegue ajudar a dar agilidade à situação.

Ao demonstrar com rapidez os casos positivos e negativos, com números que se aproximam mais da realidade, os gestores têm maior condições de tomar as decisões, inclusive sobre a quarentena.

A diretora do IMT, médica Selma Jerônimo, chama atenção para a importância do esforço para acelerar o diagnóstico. Um paciente sem confirmação do novo coronavírus acaba ocupando leito no isolamento e ficando exposto ao risco de ser contaminado por quem realmente tem o vírus.

“Esses testes são determinantes porque ajudam a distinguir os casos positivos de Covid-19. Com isso, temos condições de direcionar as pessoas acometidas para o tratamento adequado”, afirma Selma Jerônimo.

Francisco Paulo Freire Neto, farmacêutico-bioquímico do IMT, lembra que, o IMT também disponibilizou uma linha de teleatendimento para orientação das pessoas com sintomas respiratórios ou suspeita da Covid-19. O serviço está disponível das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, através do telefone 3342-2300.

“O IMT foi pensado para responder a essas emergências e tem mostrado que, quando há uma necessidade, está pronto para atuar com apoio da comunidade universitária que tem conhecimento para atuar com qualidade”, finalizou.


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